Departamento de Estado dos EUA admite que 'pressão máxima' de Trump ao Irã fracassou

Ned Price, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, afirmou que o país deveria acabar com sua campanha de "pressão máxima" contra o Irã, mais de um mês depois de Joe Biden, presidente norte-americano, assumir o cargo

Ned Price, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA
Ned Price, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA (Foto: REUTERS / Nicholas Kamm)


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Agência Sputnik - A administração Trump iniciou uma campanha de "pressão máxima" contra o Irã em 2018 após retirar-se do acordo nuclear, aplicando sanções bancárias e energéticas a Teerã.

Ned Price, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, afirmou na quinta-feira (25) que o país deveria acabar com sua campanha de "pressão máxima" contra o Irã, mais de um mês depois de Joe Biden, presidente norte-americano, assumir o cargo.

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"Acho que quando você olha para os resultados da pressão máxima, você só pode ficar com uma conclusão. A pressão máxima deveria resultar em um acordo melhor. Era suposto que a pressão fosse para intimidar Teerã e seus representantes, era suposto isolar o Irã do resto do mundo, e era suposto deixar os interesses da América em uma posição melhor", disse o porta-voz do Departamento de Estado em uma coletiva de imprensa.

"Na verdade, [em] cada um deles, o contrário tem sido o caso [...] nos últimos quatro anos, não chegamos perto de nada que se assemelhasse a um acordo melhor. Essas negociações nunca chegaram sequer a começar. O Irã hoje e o Irã no final da administração Trump [...] estava muito mais próximo de uma arma nuclear, se optasse por desenvolver uma, do que no primeiro dia da última administração", acrescentou ele.

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Price sugeriu que a política da administração de Donald Trump (2017-2021) não teve o efeito desejado.

"Ao invés de intimidar Teerã e seus representantes para se submeterem, Teerã e seus representantes [...] foram encorajados."

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Voltando à abordagem da atual administração, o porta-voz disse que ela está "enveredando por um caminho diferente, um caminho que prioriza a diplomacia real, de princípios e realista com nossos parceiros e aliados".

No entanto, a mídia iraniana criticou as observações do diplomata dos EUA, com a agência PressTV ressaltando na sexta-feira (26) que, embora a nova administração parecesse reconhecer o fracasso da política de seu antecessor, ela mesma "mostrou até agora relutância em desfazer os erros do anterior presidente".

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Rumo da nova administração

Em 17 de janeiro, Mohammad Javad Zarif, ministro das Relações Exteriores do Irã, comentou as ações de Washington, referindo que "já faz um mês que o governo Biden deu continuidade à política de ilegalidade e 'pressão máxima' da administração Trump, de superioridade e intimidação", em referência às sanções bancárias e energéticas impostas a partir de 2018 pelos EUA.

Ao contrário da administração Trump, a presidência de Biden apoia um regresso ao Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês), ou acordo nuclear, assinado em 2015, mas exige que Teerã reduza imediatamente o enriquecimento de urânio como condição. Irã, por sua vez, argumenta que os EUA saíram unilateralmente do acordo em 2018, por isso não têm direito a impor condições à nação persa.

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