Democratas acusam Trump de comprometer a segurança nacional
Parlamentares do Partido Democrata dos EUA acusaram o presidente Donald Trump de prejudicar a segurança nacional em nome do seus interesses eleitorais
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AFP - Os democratas no Congresso dos Estados Unidos acusaram o presidente Donald Trump de estar disposto a comprometer a segurança nacional para favorecer sua reeleição em 2020, durante a abertura, nesta quarta-feira (4), dos debates para determinar se há méritos para um processo de impeachment do chefe de Estado.
Esta avaliação das provas reunidas acontece em um clima hostil, que reflete a profunda divisão entre os campos democrata e republicano.
Em meio ao início da revisão das evidências reunidas pela investigação para um eventual julgamento político do presidente - iniciada há dois meses -, os republicanos afirmaram que os democratas estavam fazendo pressão para um demitir um presidente eleito democraticamente.
Ao pedir a Kiev que investigasse Hunter Biden, filho de Joe Biden, um potencial adversário nas eleições presidenciais do próximo ano, Trump "incitou direta e explicitamente uma interferência estrangeira em nossas eleições", afirmou Jerry Nadler, presidente do Comitê Judiciário da Câmara dos Deputados, na abertura da audiência pública.
"Ele usou os poderes de seu gabinete para tentar alcançar seu objetivo. Ele enviou seus emissários para deixar claro que era isso que ele queria", enfatizou.
"Ele estava disposto a comprometer nossa segurança e sua posição para benefícios pessoais e políticos", acrescentou.
Mas o número dois do Comitê Judiciário, Doug Collins, tomou da palavra para rejeitar essas acusações, sugerindo que os democratas querem organizar um "golpe de Estado" através desse procedimento.
"É uma farsa", disse o legislador republicano.
Então, ironicamente, ele citou uma declaração antiga de Nadler durante o processo de impeachment do presidente Bill Clinton em 1998: "O golpe partidário cairá em infâmia na história da nação", disse ele, lembrando suas palavras.
"Estamos fazendo um julgamento político sem fatos", afirmou, rejeitando o relatório final sobre a investigação contra Trump, publicado na terça-feira.
"Temos um ódio profundamente enraizado por um homem que veio à Casa Branca e fez o que ele disse que faria", disse Collins, referindo-se a Trump.
"Este não é um julgamento político, mas uma perda de tempo".
Os democratas publicaram seu relatório de investigação na terça-feira, alegando ter "evidências esmagadoras" do "comportamento inadequado" do presidente, e apontando que ele deveria ser destituído do cargo por abusar de seus poderes, ao pressionar a Ucrânia para prejudicar um adversário eleitoral.
No Reino Unido, onde se encontrava participando na cúpula da Otan, Trump disse que o relatório é uma "piada" e criticou que a audiência seja realizada enquanto ele se encontra fora do país.
"O que eles estão fazendo é algo muito ruim para o nosso país", disse Trump.
A oposição democrata, por outro lado, está convencida de que Trump pressionou Kiev e abusou de seus poderes, em particular congelando uma ajuda militar de quase 400 milhões de dólares destinados a este país em conflito com a Rússia.
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