O jornalista Paulo Nogueira, diretor do Diário do Centro do Mundo, entrou na polêmica sobre as críticas de colunistas da mídia familiar ao papa Francisco; "Demorou, visto que o papa representa o exato oposto daquilo pelo que se batem os donos das grandes empresas jornalísticas. Desde o primeiro momento de seu pontificato, Francisco tomou o partido dos pobres"; ele afirma ainda que a liberdade dos colunistas da mídia familiar é a de concordar com as opiniões dos patrões
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Atualizado em 6 de July de 2018, 14:46
O jornalista Paulo Nogueira, diretor do Diário do Centro do Mundo, entrou na polêmica sobre as críticas de colunistas da mídia familiar ao papa Francisco; "Demorou, visto que o papa representa o exato oposto daquilo pelo que se batem os donos das grandes empresas jornalísticas. Desde o primeiro momento de seu pontificato, Francisco tomou o partido dos pobres"; ele afirma ainda que a liberdade dos colunistas da mídia familiar é a de concordar com as opiniões dos patrões (Foto: Leonardo Attuch)
247 - O jornalista Paulo Nogueira, diretor do Diário do Centro do Mundo, entrou na polêmica sobre as críticas de colunistas da mídia familiar ao papa Francisco (leia mais aqui).
"Demorou, visto que o papa representa o exato oposto daquilo pelo que se batem os donos das grandes empresas jornalísticas. Desde o primeiro momento de seu pontificato, Francisco tomou o partido dos pobres. Em quase todos os seus pronunciamentos, ele investe contra a desigualdade social", diz Paulo Nogueira.
Em relação à "liberdade de expressão", ponto apontado por jornalistas como Ricardo Noblat, Reinaldo Azevedo, José Roberto Guzzo e Guilherme Fiúza para criticar o pontífice, Nogueira coloca os pontos nos is. "Evidentemente, Francisco está certo e seus críticos errados. A liberdade de expressão tem limites. Isso não significa aprovar o massacre dos cartunistas, como aliás fez questão de dizer Francisco. Mas que há limites, isso é inegável", afirma.
Ele ainda ironiza a liberdade de tais colunistas. "Indo para o mundinho cotidiano das redações das companhias jornalísticas brasileiras, a liberdade de expressão de cada jornalista significa a concordância com a essência das ideias dos donos. É uma regra não escrita, e não admitida pelos colunistas, mas é perfeitamente entendida, respeitada, acatada e seguida. É o chamado colunismo patronal, ou chapa branca, ou pelego. Ironicamente, os colunistas patronais são aqueles que mais lançam acusações contra jornalistas independentes do mundo digital. É como se estivessem olhando o espelho. Sua função é defender os interesses econômicos dos patrões e amigos."
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