D. João: pode não ser a hora para um papa latino
Considerado pela imprensa italiana como um dos nomes fortes para a sucessão de Bento XVI, cardeal brasileiro d. João Braz de Aviz não se mostra muito otimista quanto a escolha de um papa latino-americano; ele confirma que sentido de religiosidade forte na África e na América Latina tem grande peso na sucessão, mas diz que as coisas não ocorrem de supetão na Igreja
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247 – Em entrevista concedida na terça-feira 12, no Vaticano, ao jornal O Estado de S.Paulo, o cardeal brasileiro d. João Braz de Aviz, considerado pela imprensa italiana como um dos nomes fortes para a sucessão de Bento XVI, não se mostra muito otimista quanto a escolha de um papa latino-americano. "As coisas não ocorrem de supetão na Igreja", admite o atual prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica do Vaticano.
Ele, no entanto, diz que a Igreja reconhece que há um sentido de religiosidade forte na África e a América Latina. "Já a Europa vive o momento em que ficaram os monumentos históricos, mas não há vocação. Há uma grande diminuição de pessoas (fiéis), algo realmente preocupante", diz.
Aos 65 anos, o arcebispo emérito de Brasília e ligado a uma Teologia da Libertação sem excessos, também reconheceu a existência de "tensão" entre diferentes personalidades dentro do Vaticano e admite que nem sempre a gestão da Igreja é "tão serena".
Leia a entrevista entrevista com d. João Braz de Aviz.
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