Cúpula pede solução pacífica de conflitos

Encontro entre 21 países árabes e 11 sul-americanos em Lima, no Peru, terminou com declaração conjunta pela não proliferação de armas nucleares e solução dos conflitos por meio de organismos multilaterais, como o Conselho de Segurança da ONU

Cúpula pede solução pacífica de conflitos
Cúpula pede solução pacífica de conflitos (Foto: STRINGER/PERU)


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LIMA, 2 Out (Reuters) - Os líderes de 21 países árabes e 11 sul-americanos pediram nesta terça-feira uma solução pacífica dos conflitos internacionais, no momento em que o mundo árabe está convulsionado por uma guerra civil na Síria, e defenderam a não proliferação de armas nucleares no Oriente Médio.

Os chefes de governo ou monarcas de ambos os blocos se reuniram em uma cúpula e assinaram a Declaração de Lima, na qual também ratificaram o desejo da Autoridade Palestina de que seus territórios sejam declarados uma nação soberana.

"A declaração conjunta se afirma em conceitos como a paz, o desarmamento e a não proliferação de armas nucleares, a solução pacífica de controvérsias, o respeito aos direitos humanos ... assim como o repúdio a toda forma de terrorismo", disse o presidente peruano, Ollanta Humala, ao resumir o documento discutido na reunião de dois dias.

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A cúpula aconteceu em um momento de convulsão no mundo árabe pela guerra civil na Síria, que não impediu desta vez a realização deste encontro já adiado em 2011 pelas revoltas na Tunísia e no Egito, no início da "Primavera Árabe".

A Síria pertence ao bloco, mas foi excluída do encontro em Lima por seus problemas internos com os rebeldes que buscam derrubar o presidente sírio, Bashar al-Assad.

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Durante o encontro, a presidente Dilma Rousseff defendeu a não proliferação de armas no Oriente Médio e expressou que o diálogo é a única solução para a paz na Síria.

No Oriente Médio, o único país que teria um arsenal nuclear é Israel, enquanto que o Ocidente teme que o programa nuclear do Irã tenha como objetivo a construção de uma bomba atômica, apesar de Teerã dizer que tem fins pacíficos.

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Os líderes concordaram em apoiar os esforços do presidente palestino, Mahmoud Abbas, de uma melhora da condição de seus territórios, objetivo que havia expressado na semana passada na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

"Dentro destas expressões vai nosso apoio ao direito do povo palestino à sua independência e soberania e... a viver em paz e em segurança dentro de fronteiras reconhecidas e respeitadas", afirmou Humala em breve discurso na cerimônia de encerramento da cúpula.

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(Reportagem de Omar Mariluz, Mitra Taj, Patricia Vélez e Marco Aquino)

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