Cúpula do poder venezuelano crê que política intervencionista dos EUA contra seu país deverá se manter
O dirigente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), Diosdado Cabello, uma das figuras mais destacadas do chavismo, considera que Joe Biden não vai alterar a política intervencionista dos EUA para com o país sul-americano
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Sputnik - A chegada de Joe Biden à presidência dos EUA não representa uma mudança na política internacional do país, que tem se baseado na ingerência e invasões, disse Diosdado Cabello, presidente da Assembleia Nacional Constituinte da Venezuela (ANC). A ANC cessa suas funções e a partir de 5 de janeiro todo o trabalho legislativo será concentrado na Assembleia Nacional, eleita dia 6 de dezembro.
"Ninguém vai pensar que as coisas vão mudar radicalmente com a chegada do novo presidente dos EUA, não é prudente fazer planos pensando que o senhor Biden mudará a política internacional, o intervencionismo, as invasões dos povos", afirmou o presidente da ANC durante sua participação no seminário on-line "Vitória da Venezuela sobre o Cerco Imperial".
Cabello fez lembrar que Biden era o vice-presidente durante a presidência de Barack Obama (entre 2009 e 2017) quando foi assinada a ordem executiva que classificou a Venezuela como uma "ameaça incomum e extraordinária" para a segurança nacional e a política externa dos EUA, escreve o portal Escambray.
De acordo com o governo venezuelano, essa ordem não é mais que uma "justificação de todas as agressões e crimes contra a humanidade, como as medidas coercitivas unilaterais que Washington vem aplicando desde 2015".
O partido do presidente Nicolás Maduro, o PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela), ganhou as eleições legislativas no início deste mês, obtendo 253 cadeiras no parlamento nacional – o que representa 91,34% dos 277 assentos. O resultado foi divulgado pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela.
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