Cúpula do Clima da ONU apresenta promessa de cortar emissões de carros, aviões e navios

Empresas e governos anunciaram uma série de promessas na cúpula do clima da ONU para cortar emissões de gases do efeito estufa no transporte global

31/08/2021
REUTERS/Phil Noble Unidades de recarga para carros elétricos
31/08/2021 REUTERS/Phil Noble Unidades de recarga para carros elétricos (Foto: PHIL NOBLE)


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GLASGOW (Reuters) - Montadoras, companhias aéreas e governos anunciaram uma série de promessas na cúpula do clima da ONU nesta quarta-feira para cortar emissões de gases do efeito estufa no transporte global, apesar de algumas ausências evidentes.

Dirigir, voar e navegar contribuem para quase um quarto das emissões de gases do efeito estufa gerados pelo homem, o que torna o transporte um alvo importante na tentativa de enfrentar as mudanças climáticas.

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As fabricantes de carros norte-americanas Ford e General Motors e a alemã Daimler estão em um grupo que prometeu eliminar veículos movidos a combustível fóssil até 2040, acelerando uma mudança para motores elétricos das unidades com combustão interna nas quais foram pioneiras mais de um século atrás. O segundo país mais populoso do mundo, a Índia, se juntou à promessa.

Mas, em um sinal de desafio à meta de zero emissões, as duas maiores fabricantes de carros do mundo, Toyota Motor Corp e Volkswagen , não se uniram à promessa. Nem China, Estados Unidos e Alemanha, todos grandes mercados de veículos.

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Martin Kaiser, do Greenpeace da Alemanha, afirmou que a ausência dessas grandes potências econômicas e montadoras é "muito preocupante". O órgão executivo da União Europeia propôs em julho aos 27 países do bloco, incluindo a Alemanha, a proibição de venda de veículos a combustão até 2035, mas o plano ainda não foi aprovado.

Uma transição para veículos elétricos exige bilhões de dólares em investimentos em infraestrutura de recarregamento e aumenta o fardo em redes elétricas que já estão sofrendo com a infraestrutura degradada e a transição para fontes renováveis como vento e energia solar.

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Em alguns locais, eles também podem ser mais poluidores do que modelos a combustíveis. Na Polônia e em Kosovo, por exemplo, eles geram mais emissões de carbono do que motores baseados no petróleo porque as redes de eletricidade locais dependem muito do carvão, o combustível fóssil mais sujo, de acordo com a consultoria Radiant Energy Group.

Grandes companhias aéreas dos EUA, enquanto isso, tentarão acelerar o desenvolvimento do chamado combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês) para reduzir emissões no transporte aéreo.

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Na terça-feira, os Estados Unidos anunciaram a meta de chegar a saldo zero em emissões de gases do efeito estufa no setor de aviação até 2050, em linha com a promessa global da Associação de Transporte Aéreo Internacional.

As viagens aéreas representam quase 3% das emissões globais. Segundo pesquisadores, esse número pode crescer rapidamente se a demanda por voos aumentar.

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Dezenove países, incluindo Reino Unido e Estados Unidos, afirmaram que concordam em estabelecer meia dúzia de "corredores verdes de navegação" com emissões zero até 2050.

Cerca de 90% dos bens negociados no mundo viajam pelo mar, e a navegação também representa cerca de 3% das emissões globais.

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