Cúpula China-África abre nova etapa para cooperação, dizem especialistas
A Cúpula de Pequim 2018 do Fórum de Cooperação China-África (FOCAC, na sigla em inglês, que foi inaugurada na última segunda-feira (3), abriu uma nova etapa da cooperação entre a China e a África, disseram especialistas africanos.
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247, com Diário do Povo - A Cúpula de Pequim 2018 do Fórum de Cooperação China-África (FOCAC, na sigla em inglês), que foi inaugurada na última segunda-feira (3), abriu uma nova etapa da cooperação entre a China e a África, disseram especialistas africanos.
"A cooperação entre a China e a África é benéfica não apenas para a China mas também para o mundo", afirmou Charles Onunaiju, diretor do Centro dos Estudos da China em Abuja, Nigéria, em uma entrevista para a Xinhua.
Onunaiju comentou que as perspectivas do FOCAC deste ano adquiriram um valor maior pela Iniciativa do Cinturão e Rota, "que é muito importante para a África".
A China oferece uma melhor opção e uma situação de benefício recíproco para o continente africano, disse Yusuf Dodia, presidente da Associação de Desenvolvimento do Setor Privado em Zâmbia.
"É evidente que a China se tornou o melhor parceiro comercial para o continente, o que deve ser acolhido com as duas mãos", disse Dodia.
O FOCAC está desenvolvendo-se agora como um fórum orientado à ação e não apenas um fórum diplomático e político, e está fortalecendo as relações econômicas e o desenvolvimento entre a China e a África, disse Gerrishon Ikiara, professor sênior de economia da Universidade de Nairóbi.
O discurso do presidente chinês Xi Jinping na cerimônia de inauguração da cúpula do FOCAC teve ampla repercussão na África e em todo mundo, opinou Ikiara.
O anúncio de Xi de que a China apoiará os países africanos a participar da Iniciativa do Cinturão e Rota é altamente significativo para o desenvolvimento das infraestruturas na África para a próxima década, e ajudará a África a abrir-se ao resto do mundo, acrescentou Ikiara.
A China reiterou mais uma vez seu compromisso de cooperação de benefício mútuo com a África, e mostra-se como um genuíno parceiro no desenvolvimento dos países africanos, disse Stephen Ndegwa, professor em políticas públicas da Universidade Internacional dos Estados Unidos na África com sede no Quênia.
As cinco coisas que não podem ser feitas nas relações com a África anunciadas por Xi em seu discurso na Cúpula de Pequim do FOCAC mostram que a China escolheu deixar os países africanos seguirem seu próprio caminho para um continente africano com sua própria identidade social, econômica e política, indicou Ndegwa.
Os planos de desenvolvimento de infraestrutura da África serão fortemente apoiados pela Iniciativa do Cinturão e Rota proposta pela China, comentou Dietrich Remmert, analista do Instituto de Pesquisa sobre Políticas Públicas na Namíbia.
A iniciativa, que tem como objetivo ligar diferentes países através de modernas ferrovias, portos e estradas, gerará significativos benefícios econômicos aos países africanos, disse Remmert.
A iniciativa promove o desenvolvimento ecológico, que é fundamental para o desenvolvimento da África, acrescentou.
O Ministério das Relações Exteriores do governo da Líbia, apoiado pelas Nações Unidas, indicou que a Cúpula de Pequim do FOCAC proporcionou uma grande oportunidade para fortalecer a cooperação e as relações bilaterais e a parceria estratégica integral entre a Líbia e a China.
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