Cuba faz apelo em defesa da paz na Ucrânia, mas ressalta que a "Rússia tem o direito de se defender"
Chancelaria cubana defendeu uma “solução diplomática através do diálogo construtivo e respeitoso”, mas ressaltou que a Rússia “tem o direito de se defender”
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247 - O Ministério das Relações Exteriores de Cuba, por meio de nota divulgada nesta quarta-feira (23), defendeu que a Rússia “tem o direito de se defender” da escalada de provocações feita pelos Estados Unidos e seus aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) decorrentes da crise na Ucrânia.
A chancelaria cubana, contudo, defendeu uma “solução diplomática através do diálogo construtivo e respeitoso” para que os EUA e a OTAN atendam de “maneira séria e realista os fundados reclames de garantias de segurança da Federação Russa”.
Leia a íntegra do texto divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores de Cuba sobre o assunto.
"Apelamos a preservar a paz e a segurança internacionais
O empenho dos Estados Unidos de impor a progressiva expansão da OTAN até perto das fronteiras da Federação Russa constitui uma ameaça à segurança nacional deste país e à paz regional e internacional.
Durante semanas, o Governo dos Estados Unidos vem ameaçando a Rússia e manipulando a comunidade internacional acerca dos perigos de uma “iminente invasão massiva” à Ucrânia. Tem fornecido armas e tecnologia militar, desdobrou tropas em vários países da região, aplicou sanções unilaterais e injustas, e ameaçou com outras retaliações. Paralelamente, desatou uma campanha propagandística anti-russa.
Cuba alertou com anterioridade sobre o perigo desta política.
Em 22 de fevereiro de 2014, o então presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, general-de-exército Raúl Castro Ruz, avisou: “Agora mesmo, na Ucrânia estão ocorrendo acontecimentos alarmantes. A intervenção das potências ocidentais deve cessar (…). Não se deve ignorar que estes fatos podem ter consequências muito graves para a paz e a segurança internacionais”.
Anos mais tarde, em 26 de setembro de 2018, perante a Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, alertou que: “A continuada expansão da OTAN para as fronteiras com a Rússia provoca sérios perigos, agravados pela imposição de sanções arbitrárias que rechaçamos“.
Fazemos um apelo aos Estados Unidos e a OTAN a atender de maneira séria e realista os fundados reclames de garantias de segurança da Federação Russa, que tem o direito de se defender.
Cuba advoga por uma solução diplomática através do diálogo construtivo e respeitoso.
Apelamos a preservar a paz e a segurança internacionais.
Ministério das Relações Exteriores da República de Cuba
Havana, 22 de fevereiro de 2022"
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