Cruzadores dos EUA atravessam Estreito de Taiwan após alerta da China
A Marinha dos Estados Unidos informou que os cruzadores Chancellorsville e Antietam transitaram em uma área "além do mar territorial de qualquer Estado costeiro"
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Leonardo Sobreira, de Pequim (247) - Navios militares americanos conduziram neste domingo, 28, umas passagem pelo Estreito de Taiwan, ignorando pedidos da China para o exercício de contenção em meio a renovadas tensões na região.
A Marinha dos Estados Unidos informou que os cruzadores Chancellorsville e Antietam transitaram em uma área "além do mar territorial de qualquer Estado costeiro", em uma prática de "rotina".
“O trânsito dos navios pelo Estreito de Taiwan demonstra o compromisso dos Estados Unidos com um Indo-Pacífico livre e aberto”, disse a Marinha. “As Forças Armadas dos Estados Unidos voam, navegam e operam em qualquer lugar que a lei internacional permita”, acrescentou.
O Ministério da Defesa de Taiwan disse que os navios estavam navegando na direção sul e que suas forças estavam observando. "A situação estava normal", acrescentou a pasta.
O Comando de Teatro Oriental do Exército de Libertação Popular informou que está monitorando toda a passagem dos cruzadores pelo Estreito e tem tudo sob controle. Tropas permanecem em alerta máximo, prontas para frustrar qualquer provocação, declarou um porta-voz
Há dez dias, o embaixador da China nos EUA, Qin Gang, ao comentar o anúncio da passagem dos cruzadores, pediu o exercício da contenção e afirmou que Pequim responderá a qualquer movimentação que lese sua soberania.
A movimentação vem em meio a renovadas tensões entre Pequim, Taipei e Washington. A visita da presidente da Câmara de Representantes dos EUA, Nancy Pelosi, a Taiwan, no início do mês, levou o Exército de Libertação Popular a lançar exercícios militares sem precedentes nos arredores da ilha. Desde então, Pequim também publicou um livro branco clarificando sua posição sobre a questão: sua prioridade é a reunificação pacífica, mas não descarta o uso da força para conter o separatismo.
A passagem dos EUA pelo Estreito mais recente havia ocorrido em 19 de julho, quando o destróier USS Benfold navegou pela região.
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