Cristina agradece apoio contra ‘fundos abutres’

Em seu discurso no Brasil, presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, agradeceu o apoio dos países do Brics e da União de Nações Sul-Americanas na briga entre seu país e os chamados fundos abutres e disse que o país está sofrendo um “ataque especulativo”: “Estes fundos abutres não foram investidores na Argentina, compraram bônus em 2008, quando já havia passado sete anos da declaração do default. Eles nunca emprestaram dinheiro à República Argentina, mas compraram por centavos uma dívida de US$ 48 milhões”

Em seu discurso no Brasil, presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, agradeceu o apoio dos países do Brics e da União de Nações Sul-Americanas na briga entre seu país e os chamados fundos abutres e disse que o país está sofrendo um “ataque especulativo”: “Estes fundos abutres não foram investidores na Argentina, compraram bônus em 2008, quando já havia passado sete anos da declaração do default. Eles nunca emprestaram dinheiro à República Argentina, mas compraram por centavos uma dívida de US$ 48 milhões”
Em seu discurso no Brasil, presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, agradeceu o apoio dos países do Brics e da União de Nações Sul-Americanas na briga entre seu país e os chamados fundos abutres e disse que o país está sofrendo um “ataque especulativo”: “Estes fundos abutres não foram investidores na Argentina, compraram bônus em 2008, quando já havia passado sete anos da declaração do default. Eles nunca emprestaram dinheiro à República Argentina, mas compraram por centavos uma dívida de US$ 48 milhões” (Foto: Roberta Namour)


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Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil - A presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, agradeceu ontem (16) o apoio dos países do Brics (grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) na briga entre seu país e os chamados fundos abutres.

A Argentina vem passando por uma situação delicada para fechar suas contas e pagar a dívida externa. Os fundos cobram na Justiça o pagamento de uma dívida que pode chegar a U$ 15 bilhões, segundo estimativa do governo argentino.

Em seu discurso durante a reunião do Brics com a Unasul, Cristina criticou a cobrança da dívida e disse que o país está sofrendo um “ataque especulativo” por parte dos fundos.

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“Estes fundos abutres não foram investidores na Argentina, compraram bônus em 2008, quando já havia passado sete anos da declaração do default (impossibilidade total de pagar a dívida). Eles nunca emprestaram dinheiro à República Argentina, mas compraram por centavos uma dívida de US$ 48 milhões”, disse a presidenta.

Os chamados fundos abutres ganharam na Justiça americana uma disputa para receber integralmente o valor da dívida de bônus da moratória decretada pela Argentina em 2001. Os papéis foram comprados, em 2008, a preços baixos de investidores que se recusaram a aceitar a proposta de reestruturação de dívida de 2005. De todos os credores, 92% aceitaram a renegociação, o restante recorreu à Justiça para receber o valor corrigido da dívida.

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Cristina disse ainda que seu país está disposto a negociar, mas “dentro da justiça e equidade”. “A Argentina, por mais que a difamem e digam que não quer negociar, [está disposta a um acordo], os únicos que não querem negociar são os fundos abutres que querem receber por U$ 48 milhões, U$ 16 bilhões em seis anos. Nós sempre estamos dispostos a negociar, dentro da lei, da justiça e da equidade.”

A presidente argentina também saudou a decisão do Brics de criar um banco para apoiar países emergentes e em desenvolvimento. Segundo Cristina, a iniciativa ajudará na construção de uma "nova ordem financeira global", um objetivo que qualificou de "justo e imprescindível".

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