Crise no Líbano: 4 milhões de pessoas podem ficar sem água potável 'nos próximos dias'

Há mais de um mês, quase todas as usinas de energia foram interrompidas no país libanês pela falta de dinheiro do Estado para comprar combustível suficiente para operá-las

Beirute, Líbano
Beirute, Líbano (Foto: Reprodução/CNN)


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Sputnik Brasil - Segundo órgão da ONU, a menos que ações urgentes sejam tomadas, mais de quatro milhões de pessoas em todo o Líbano, principalmente crianças e famílias vulneráveis, podem ficar sem acesso à agua pela escassez de energia.

Em nota publicada hoje (21) no site da Unicef, a organização diz que cerca de quatro milhões de libaneses correm o risco de perder o acesso ao abastecimento de água potável nos "próximos dias" devido à escassez de eletricidade que prejudica os serviços de água e saneamento.

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O fornecimento de energia sustentável deve ser restaurado, caso contrário, água, saneamento, redes de energia e saúde estão sob ameaça de colapso, afirmou a organização.

"Se quatro milhões de pessoas forem forçadas a recorrer a fontes de água inseguras e caras, a saúde pública e a higiene serão comprometidas, e o Líbano poderá ver um aumento nas doenças transmitidas pela água, além do aumento nos casos de COVID-19", alertou a nota.

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Ainda segundo a Unicef, em julho deste ano, o órgão já havia advertido que "mais de 71% da população poderia ficar sem água neste verão".

"No mês passado, a UNICEF alertou que mais de 71% da população libanesa poderia ficar sem água neste verão. Desde então, essa situação perigosa continuou, com serviços essenciais, incluindo água e saneamento, redes de energia e saúde sob grande pressão. Instalações vitais, como hospitais e centros de saúde, não têm acesso à água potável devido à falta de eletricidade, colocando vidas em risco."

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Há mais de um mês, quase todas as usinas de energia foram interrompidas no país libanês pela falta de dinheiro do Estado para comprar combustível suficiente para operá-las. 

Na maioria dos distritos, a eletricidade está disponível por não mais do que uma hora por dia. Como resultado, muitos hospitais privados, empresas, hotéis e restaurantes tiveram de suspender suas operações.

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