Cresce pressão sobre a Síria após novo massacre

Enviado especial da ONU à Síria, Kofi Annan disse que é o momento de ameaçar Bashar Al Assad com fortes consequências, caso seu governo não interrompa a violência contra civis; na quarta, ao menos 78 pessoas morreram na província de Hama

Cresce pressão sobre a Síria após novo massacre
Cresce pressão sobre a Síria após novo massacre (Foto: REUTERS)


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Agência Brasil - Os relatos de um novo massacre na Síria, desta vez no vilarejo de Qubair, na província de Hama, onde pelo menos 78 pessoas, entre elas mulheres e crianças, foram mortas na última quarta-feira 6, aumentou a pressão internacional sobre o governo do presidente Bashar Al Assad.

Após reunião nesta quinta-feira 7 do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para discutir a crise na Síria, o secretário-geral da instituição, Ban Ki-moon, disse que a contínua violência no país mostra que há uma ameaça real e iminente de guerra civil. Segundo ele, há poucas evidências de que o governo sírio esteja cumprindo o plano internacional de paz negociado pela ONU com o país.

Horas antes, em discurso na Assembleia Geral, Ban já havia condenado o "assassinato de inocentes", que descreveu como chocante e revoltante. "Qualquer regime ou líder que tolere assassinato de inocentes perdeu sua humanidade", acrescentou.

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O enviado especial da ONU à Síria, Kofi Annan, disse que é o momento de ameaçar Assad com fortes consequências, caso seu governo não interrompa a violência contra civis. Ele destacou ao Conselho de Segurança que a crise na Síria pode se transformar em uma espiral fora de controle, caso a comunidade internacional não aumente a pressão sobre o governo Assad.

Segundo Annan, a comunidade internacional já se uniu em busca de uma solução para o conflito, mas deve agora levar essa união a um novo patamar. "Ações individuais ou intervenções não vão solucionar a crise".

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O enviado da ONU disse ainda que esse novo episódio de violência demonstra que seu plano de paz para a Síria não foi implementado, apesar de ter sido aceito pelo governo.

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