Cotado para o Itamaraty, embaixador do Brasil na França boicotou evento que homenageava Marielle Franco

Segundo reportagem do jornalista Jamil Chade, a informação consta de um conjunto de telegramas internos enviados pelo diplomata ao Itamaraty, após os documentos serem requisitados pelo PSOL

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embaixador-brasil-frança-luis-fernando-serra (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)


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247 - Cotado para assumir o Ministério das Relações Exteriores no lugar de Ernesto Araújo, que deixou o cargo nesta segunda-feira (29), o embaixador do Brasil na França, Luís Fernando Serra, “passou a ser aplaudido pela família Bolsonaro quando decidiu cancelar sua participação em um evento em Paris com acadêmicos ao descobrir que haveria uma homenagem à vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018”, diz  o jornalista Jamil Chade, no UOL. 

Segundo a reportagem, “a informação consta de telegramas internos enviados pelo diplomata ao Itamaraty, em Brasília”. O material integra um conjunto de 17 documentos que foram entregues após o PSL solicitar formalmente os “telegramas internos, instruções e documentos sobre possíveis orientações do Itamaraty a seus postos no exterior sobre o que deve ser dito em relação à morte de Marielle”. O evento em homenagem à Marielle estava marcado para o dia 6 de agosto de 2019. 

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Serra também foi responsável pelo envio de uma carta ao jornal francês Le Monde com críticas à cobertura feita pelo periódico sobre o Brasil. No ano passado, após a francesa Laurence Cohen, do Partido Comunista e presidente do grupo interparlamentar de amizade França-Brasil, questionar o governo Bolsonaro, por meio de uma carta enviada à embaixada em Paris, sobre as investigações do assassinato de Marielle Franco, o embaixador também partiu para o ataque.

Um trecho da resposta de Serra foi publicada nas redes sociais da senadora no dia 3 de fevereiro. No documento, o diplomata disse observar com "profunda consternação" que “o assassinato de Celso Daniel e o ataque à vida de Bolsonaro não tiveram o mesmo eco na França que o assassinato de Marielle, que foi até objeto de uma mobilização da Assembleia Nacional”. 

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