Corrupção na Argentina inclui políticos, juízes e jornalistas, diz repórter

O jornalista argentino Hugo Alconada Mon afirma, em livro publicado, que a corrupção na Argentina é sistêmica e destaca episódios de juízes, jornalistas e do próprio presidente Maurício Macri, envolvidos em práticas criminosas; Mon diz que juízes são cooptados, obras públicas são licitadas sob sigilos interessados e com subornos e superfaturamento, e importantes jornalistas exigem pagamento para dar espaço a políticos; o livro destaca uma frase de Macri que já se tornou célebre: "quero 1% de seu patrimônio", consigna que o presidente do mercado direcionou a empresários argentinos para fazer seu caixa 2 de campanha

Corrupção na Argentina inclui políticos, juízes e jornalistas, diz repórter
Corrupção na Argentina inclui políticos, juízes e jornalistas, diz repórter (Foto: Ricardo Mazalan)


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247 - O jornalista argentino Hugo Alconada Mon afirma, em livro publicado, que a corrupção na Argentina é sistêmica e destaca episódios de juízes, jornalistas e do próprio presidente Maurício Macri, envolvidos em práticas criminosas. Mon diz que juízes são cooptados, obras públicas são licitadas sob sigilos interessados e com subornos e superfaturamento, e importantes jornalistas exigem pagamento para dar espaço a políticos. O livro destaca uma frase de Macri que já se tornou célebre: "quero 1% de seu patrimônio", consigna que o presidente do mercado direcionou a empresários argentinos para fazer seu caixa 2 de campanha. 

Mon deu uma entrevista à jornalista Sylvia Colombo, do jornal Folha de S. Paulo. O tema da Lava jato no Brasil e sua devastação estrutural nos planos econômico e institucional foi logo apresentado, no que o argentino destacou as diferenças com relação ao seu país e ao tio de corrupção judicial que por lá grassa: 

"O que há de comum entre as investigações aqui, a Lava Jato e, antes, a Operação Mãos Limpas na Itália é que as três expõem corrupção sistêmica, uma estrutura montada para o roubo com impunidade. Dito isso, há enormes diferenças.

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A Lava Jato teve início com o trabalho da Justiça, já os cadernos, com uma denúncia. Depois, o juiz Claudio Bonadio [ligado a política] não é Sergio Moro, e a figura do "arrependido" é mais limitada que a do delator premiado. Por fim, o Ministério Público argentino não tem a competência do brasileiro. Mas estamos começando a ver alguns promotores aqui tentando copiar a Lava Jato, o que pode ser bom."

Sobre a promiscuidade entre imprensa e política, Mon afirma: 

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" (...) O candidato tem de imprimir seus próprios santinhos eleitorais (na eleição, o voto é feito com os santinhos, colocados em envelopes diante do fiscal de mesa). Depois, há a compra de jornalistas para espaços nos programas de TV, algo irregular.

Em 2015, a maior delas foi uma entrevista a um dos principais programas de TV cujo jornalista cobrou US$ 40 mil (R$ 170 mil) e fez só perguntas para o candidato brilhar. 

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E há gastos com jatinhos e comícios. Há empresários que não colaboram com dinheiro, mas sim com estrutura e alimentação para esses eventos.

Macri, quando era empresário, colaborou com a campanha de Carlos Menem (1989-99) cedendo automóveis."

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