Coreia do Sul pede reunião dos EUA com Coreia do Norte antes de eleições norte-americanas

O presidente sul-coreano, Moon Jae-in, disse que outra cúpula entre Trump e Kim ajudaria a retomar as negociações nucleares paralisadas

Donald Trump e Kim Jong-Un
Donald Trump e Kim Jong-Un (Foto: KCNA via REUTERS)


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Reuters - O presidente sul-coreano, Moon Jae-in, disse que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong Un, deveriam se reunir novamente antes das eleições presidenciais norte-americanas em novembro, afirmou uma autoridade de Seul a repórteres nesta quarta-feira.

Os comentários de Moon foram feitos durante uma videoconferência com o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, na terça-feira, durante a qual ele disse que outra cúpula entre Trump e Kim ajudaria a retomar as negociações nucleares paralisadas.

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“Acredito que seja necessário que a Coreia do Norte e os Estados Unidos tentem dialogar mais uma vez antes das eleições presidenciais dos EUA”, afirmou Moon, segundo uma autoridade presidencial.

“As questões dos programas e sanções nucleares terão que ser resolvidas por meio de negociações entre Coreia do Norte e EUA.”

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O gabinete de Moon tem transmitido essas opiniões a Washington e as autoridades de lá estão se esforçando para retomar as negociações, disse a autoridade sul-coreana.

Trump e Kim se encontraram pela primeira vez em 2018 em Cingapura, aumentando as esperanças de um acordo para que Pyongyang desistisse de seu programa de armas nucleares. Mas sua segunda cúpula, no início de 2019 no Vietnã, fracassou.

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Ambos se encontraram novamente na zona desmilitarizada que separa as duas Coreias em junho de 2019 e concordaram em reiniciar as negociações, mas conversas de trabalho entre os dois lados na Suécia em outubro foram interrompidas.

As tensões intercoreanas aumentaram no mês passado, depois que a Coreia do Norte explodiu um escritório de ligação conjunto, cortou linhas diretas e ameaçou uma ação militar contra planos de grupos desertores do sul para enviar panfletos anti-Kim pela fronteira. Após semanas de trocas acaloradas, Kim suspendeu os planos militares, sem especificar o porquê.

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