Coreia do Sul descriminaliza o aborto no primeiro dia de 2021

O aborto deixou de ser crime na Coreia do Sul a partir desta sexta-feira 1º. Antes, o procedimento só era aceito para vítimas de estupro ou em casos de risco à saúde da gestante

Ativistas pró-aborto diante do Tribunal Constitucional de Seul, aguardando julgamento em 11 de abril de 2019
Ativistas pró-aborto diante do Tribunal Constitucional de Seul, aguardando julgamento em 11 de abril de 2019 (Foto: REUTERS/Kim Hong-Ji)


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Por Nicolas Rocca, correspondente da RFI em Seul

O aborto não é mais uma prática ilegal na Coreia do Sul a partir deste primeiro dia de 2021. O direito à interrupção voluntária da gravidez, antes só aceito para vítimas de estupro ou em casos de risco à saúde da gestante, agora é extensivo a todas as mulheres. A lei que criminalizava o aborto foi retirada nesta sexta-feira (1°) da legislação do país.

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Esta é, sem dúvida, uma vitória, saboreada por Na Young, líder da associação Share, organização que defende os direitos das mulheres. Após uma proibição de 67 anos, a interrupção voluntária da gravidez não é mais ilegal na Coreia do Sul.

“Os membros da Assembleia Nacional não concordaram em alterar a lei existente. Mas a lei deveria expirar após a decisão do Tribunal Constitucional de abril de 2019, que a declarou ilegal. As disposições penais sobre o aborto na lei que o criminalizava não estão mais em vigor a partir de 1º de janeiro de 2021. Estou muito feliz em compartilhar esta boa notícia da Coreia do Sul ”, declarou Young.

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Sem limite oficial de aborto

No entanto, não há um limite oficial para a prática do aborto em um país com costumes conservadores. O movimento pró-vida está reagindo e se organizando para que muitas emendas sejam aprovadas. Primeiro, para proibir o aborto depois de seis ou dez semanas de gravidez e, em seguida, para que os médicos tenham a opção de recusar a realização do aborto.

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Alguns grupos de direitos das mulheres também querem uma estrutura legal, que garanta o acesso ao aborto para todos e cobertura de seguridade social.

Ao todo, oito emendas foram apresentadas na Assembleia Nacional, o que deve gerar um debate acalorado nos próximos meses.

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