Cooperação militar entre China e América Latina acaba com desafio global da influência americana

Apoio técnico-militar da China impede intervenção militar nos assuntos dos países da América Latina

Xi Jinping discursa perante o 20º Congresso do PCCh
Xi Jinping discursa perante o 20º Congresso do PCCh (Foto: Xinhua)


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Sputnik - O apoio técnico-militar da China impede a intervenção militar nos assuntos dos países da América Latina, além de oprimir os Estados Unidos no mercado de armas no continente.

O ministro da Defesa da China, Wei Fenghe, e representantes dos Departamentos de Defesa e do Exército de 24 países da América Latina e do Caribe participaram do 5º Fórum de Defesa na terça-feira (13).

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Na ocasião, os chineses instaram os seus parceiros a fortalecerem a cooperação conjunta para elevar suas capacidades de lidar com os riscos e desafios, bem como garantir a paz e a estabilidade regional e mundial.

O diretor do Instituto da América Latina da Universidade de Xiamen, Fan Hesheng, afirmou à Sputnik que a cautela chinesa em expandir sua cooperação militar é parte da estratégia do país, e que, aos poucos, os chineses desbancarão os norte-americanos no mercado de armas latino-americano.

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Além disso, o especialista ressalta que do ponto de vista econômico, a China possui uma maior influência e autoridade na América Latina, e por isso, é uma forte alternativa aos países da região com relação aos Estados Unidos.

A China há tempos já fornece armas à região, incluindo a Colômbia, Uruguai e Brasil, como antigos parceiros na região.

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O Brasil, por exemplo, já obteve veículos de combate de infantaria, embarcações capazes de realizar missões de pesquisa na Antártica, bem como treinamento de militares.

A China também utiliza esta cooperação para elevar suas capacidades, tanto que seus militares já fizeram estágio na base aérea de Manaus.

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Enquanto os EUA não poupam esforços em uma guerra comercial contra a China, tentando "tirar" os chineses de um mercado específico, a China demonstra que pode não apenas competir, como acabar com a influência americana na América Latina.

Segundo Fan Hesheng, a China mantém comércio com quase dez importantes parceiros latino-americanos, ocupando o segundo ou terceiro lugar no mercado de defesa.

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Além disso, o especialista enfatiza que a China ativamente investe em uma série de setores industriais da América Latina, principalmente nos setores de extração.

"A expansão da cooperação militar completará a ampla estratégia, incluindo a expansão econômica, logística e investimentos com a América Latina", concluiu o especialista.

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