Consenso não deve definir decisões no Mercosul, diz chanceler uruguaio
O chanceler Rodolfo Nin Novoa, do Uruguai, país que defende a permanência da Venezuela na presidência do Mercosul, afirma que é preciso pensar em usar "outro mecanismo que não seja o consenso" para a tomada de decisões do Mercosul; declaração rebate o que defende o chanceler interino do Brasil, José Serra, que levantou a tese de que a Venezuela "não tem condições" para presidir o bloco; Argentina e Paraguai concordam com Serra
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247 – O consenso não pode ser o mecanismo para que decisões sejam tomadas no Mercosul, afirmou nesta terça-feira 9 o chanceler uruguaio Rodolfo Nin Novoa, rebatendo o que defende o chanceler interino do Brasil, José Serra.
Desde que Michel Temer assumiu o poder, Serra tem defendido que a Venezuela "não tem condições" para assumir a presidência da bloco, que é feita por rotação de países. Nessa questão, o Brasil ganhou apoio de Paraguai e Argentina.
Ao levantar a tese, uma crise foi criada no Mercosul sobre quem deverá agora assumir a presidência. Para Serra, deve haver consenso. Para Novoa, cujo país apoia a Venezuela como presidente, é preciso pensar em usar "outro mecanismo que não seja o consenso".
Serra alega que a Venezuela não cumpre as regras exigidas pelo Mercosul. O chanceler uruguaio também rebate esse argumento: "Todos os países devem incorporar algumas normas (do Mercosul). O Uruguai tem 52 pendentes e não podemos ser exigentes com os demais sem ser exigentes com nós mesmos".
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