Congressistas dos EUA voltam atrás e retiram carta enviada a Biden sobre conflito Rússia-Ucrânia
O Congresso Progressista dos Estados Unidos retirou uma carta enviada à Casa Branca pedindo um acordo negociado para o conflito na Ucrânia
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Sputnik - Documento assinado por 30 congressistas democratas e entregue à Casa Branca ontem (24) causou a fúria de uma parte da ala do partido e ajudou a pressionar para que o documento fosse retirado.
Nesta terça-feira (25), o Congresso Progressista dos Estados Unidos retirou uma carta enviada à Casa Branca pedindo um acordo negociado para o conflito na Ucrânia, disse a presidente do grupo, a deputada democrata Pramila Jayapal.
"O Congressional Progressive Caucus retira sua recente carta à Casa Branca sobre a Ucrânia [...] A carta foi redigida há vários meses, mas infelizmente foi divulgada pela equipe sem verificação", afirmou Jayapal citada pela Reuters.
Ontem (24), 30 congressistas democratas escreveram ao presidente, Joe Biden, pedindo que mude sua estratégia para o conflito Rússia-Ucrânia e que Washington busque um acordo negociado junto ao seu atual apoio militar e econômico a Kiev, conforme noticiado.
O documento deixou alguns outros democratas se sentindo pegos de surpresa apenas duas semanas antes das eleições de meio de mandato de 8 de novembro, que determinarão qual partido político controlará o Congresso.
A reação foi imediata, inclusive pela Casa Branca, através da secretária Karine Jean-Pierre na segunda-feira (25), a qual disse que "temos sido muito claros: nada sobre a Ucrânia sem a Ucrânia, "acrescentando que "esta é uma decisão que o presidente [Vladimir] Zelensky vai ter que tomar quando chegar a hora de qualquer tipo de diálogo com a Rússia, qualquer tipo de negociação", conforme noticiado.
A ala drmocrata argumentou que a carta prejudicou a posição de seu partido, mostrando apoio resoluto à Ucrânia – em um momento em que são os republicanos que estão discutindo sobre a aprovação de mais ajuda de Washington para Kiev.
Do lado republicano, o deputado Kevin McCarthy, principal representante da Câmara e provavelmente o próximo orador, disse em uma entrevista neste mês que não haverá "cheque em branco" para a Ucrânia se os republicanos assumirem.
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