Confrontos entre grupos armados deixam ao menos 16 mortos na Colômbia

Os confrontos começaram no fim de semana em Arauca, que fica na fronteira com a Venezuela

03/01/2022
Cortesia da Presidência da Colômbia/Divulgação via REUTERS
03/01/2022 Cortesia da Presidência da Colômbia/Divulgação via REUTERS (Foto: COLOMBIAN PRESIDENCY)


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BOGOTÁ (Reuters) - Pelo menos 16 pessoas morreram na província de Arauca, na Colômbia, em meio a combates entre grupos armados ilegais, disse o ombudsman de direitos humanos do país nesta segunda-feira, acrescentando que 12 famílias foram deslocadas.

Os confrontos começaram no fim de semana em Arauca --que fica na fronteira com a Venezuela-- com combates entre membros do Exército de Libertação Nacional (ELN) e dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que rejeitaram um acordo de paz de 2016. Eles disputavam o controle de economias ilegais, como o tráfico de drogas, disse o Exército da Colômbia em um comunicado na noite de domingo.

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A violência remonta a meados dos anos 2000, quando as Farc e o ELN se enfrentaram em Arauca e no vizinho Estado venezuelano de Apure.

Quando os combates cessaram em 2010, mais de 58.000 pessoas haviam sido deslocadas na província e pelo menos 868 civis foram mortos, de acordo com um relatório do grupo de defesa Human Rights Watch (HRW).

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Cerca de 5.000 pessoas fugiram de Apure no final de março do ano passado, em meio a confrontos entre grupos armados colombianos e militares venezuelanos.

Até o momento, o HRW recebeu relatos de 24 mortes devido à violência, disse o investigador sênior do grupo para as Américas, Juan Pappier, em uma mensagem no Twitter, acrescentando que também houve deslocamentos forçados e sequestros.

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"Estamos muito preocupados com os combates entre o ELN e dissidentes da 10ª frente das Farc em Arauca e Apure", afirmou Pappier.

O presidente da Colômbia, Iván Duque, convocou uma reunião de líderes militares e policiais para avaliar a situação em Arauca.

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"Ordenei que dois batalhões sejam enviados nas próximas 72 horas para ajudar na tarefa de controle territorial", disse Duque em uma transmissão de vídeo.

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