Com hospitais lotados, Europa tem final de semana de protestos contra lockdown
Os sistemas de saúde do continente devem entrar em colapso nas próximas semanas, preveem autoridades. Medidas restritivas para conter o avanço da pandemia devem ser decretadas, apesar de a vacinação estar em estágio avançado em grande parte dos países europeus
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247 - A conjuntura da pandemia da Covid-19 na Europa, apesar de a vacinação da população estar em estágio avançado, vem piorando. Nos últimos dias, protestos tomaram diversas capitais do continente, e o sistema de saúde beira o colapso.
Em Marselha, no sul da França, manifestantes jovens se reuniram em um "carnaval" que ignorou todas as medidas de distanciamento social recomendadas pelo governo francês.
Em Londres, 36 pessoas foram presas e vários policiais ficaram feridos em um ato anti-lockdown. Em Kassel, na Alemanha, também houve confronto entre manifestantes e policiais.
Os protestos ocorrem enquanto a capacidade do sistema de saúde vai se esgotando. O índice base para determinar sobrecarregamento, o de contaminações por 100 mil habitantes, passou da marca determinante na Alemanha. Há duas semanas, pacientes da doença em Lille, Dunquerque e Furnes, na França, tiveram de ser transferidos para a Bélgica.
Neste domingo, o primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, escreveu um artigo revelando estar preparado para requisitar médicos do setor privado para auxiliar os esforços do sistema público.
Na Bélgica, a média diária de casos cresceu 36% na última semana. Seguindo o ritmo atual, o sistema de saúde do país deve entrar em colapso no dia 10 de abril.
Líderes nacionais e regionais se mobilizam para implementar lockdowns para conter o contágio da Covid-19. “Infelizmente, teremos de acionar essas travas de emergência”, disse a chanceler alemã, Angela Merkel. Um novo pacote de medidas restritivas também foi anunciado pelo presidente francês, Emmanuel Macron. Serviços comerciais não essenciais estão fechados no país.
No entanto, há resistência às medidas no continente. O primeiro-ministro romeno, Florin Ciu, rejeitou ontem (21) a possibilidade de um lockdown nacional. "Muitas pessoas estão me perguntando se vamos acabar presos dentro de casa novamente. Minha resposta é muito clara: não”, disse.
As informações foram reportadas no Estadão.
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