Com abstenções de México e Argentina, Grupo de Lima reconhece "reeleição" de Guaidó na Venezuela

Grupo de Lima, que inclui o Brasil, respaldou a reeleição do líder de oposição Juan Guaidó como chefe da Assembleia Nacional e presidente interino da Venezuela, reeleito em uma sessão controversa realizada neste domingo (5)

Guaidó está no Brasil e será recebido sem honras 'presidenciais'
Guaidó está no Brasil e será recebido sem honras 'presidenciais' (Foto: Reuters)


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Reuters - O Grupo de Lima respaldou a reeleição do líder de oposição Juan Guaidó como chefe da Assembleia Nacional e presidente interino da Venezuela, informou o bloco em comunicado nesta segunda-feira, sem as assinaturas do México e da Argentina.

Guaidó foi reeleito no domingo em uma sessão realizada fora do palácio legislativo, uma vez que o governo de Nicolás Maduro forçou uma votação que impôs uma nova liderança para o Congresso depois que militares armados impediram que os deputados de oposição ingressassem no edifício.

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A votação “pela maioria parlamentar em favor da reeleição de Juan Guaidó, atendo-se à Constituição e à lei, representa uma rejeição das ações temerárias do regime de Nicolás Maduro que buscaram impedir sua designação”, disse o Grupo de Lima, criado em 2017.

O comunicado do Grupo de Lima foi assinado por Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Bolívia. Este último país se integrou ao bloco em dezembro, após a mudança de governo ocasionada pela renúncia do presidente de esquerda Evo Morales.

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Os governos de Andrés Manuel López Obrador, do México, e de Alberto Fernández, da Argentina —também membros do bloco— não assinaram o comunicado do Grupo de Lima, que reiterou ainda seu respaldo “aos esforços realizados sob sua condução (de Guaidó) para rumar para uma solução pacífica, liderada pelos próprios venezuelanos, encaminhada para restaurar a democracia”.

O bloco regional havia enviado um primeiro comunicado sobre a Venezuela na noite de domingo no qual rejeitava “o uso da força” do governo Maduro “para impedir que os deputados da Assembleia Nacional possam ter acesso livre à sessão... para eleger democraticamente sua Mesa Diretora”.

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Por Marco Aquino

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