Coletes amarelos voltam às ruas na França para barrar reforma da previdência de Macron

A reforma é rejeitada por dois terços da população

Colete amarelo com bandeira da França em protesto contra Macron em 2019
Colete amarelo com bandeira da França em protesto contra Macron em 2019 (Foto: Reuters)


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Sputnik Brasil - Após o presidente da França, Emmanuel Macron, prometer aprovar, até o mês de julho, uma reforma da previdência, o movimento coletes amarelos prometeu resistência nas ruas.

Embora os detalhes sobre o projeto previdenciário de Macron devam ser divulgados na próxima semana, a imprensa francesa aponta que a reforma aumentará a idade mínima de aposentadoria, dos atuais 62 anos para 64 ou 65 anos.

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A reforma, que é rejeitada por dois terços da população e diversas organizações sindicais de trabalhadores do país, sinaliza meses de protestos pela frente, escreve a Rádio França Internacional.

A primeira manifestação dos coletes amarelos ocorrerá neste sábado (7), em protesto, também, contra o aumento dos custos da energia, dos combustíveis e da inflação. Chamados para passeatas em Paris e outras cidades francesas estão sendo mobilizados nas redes sociais.

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Segundo a imprensa francesa, "a rejeição massiva dos franceses à reforma da previdência tem múltiplas razões", como as condições de vida mais difíceis ante ao crescimento progressivo da inflação.

O principal argumento de resistência à reforma é a dificuldade de manter o emprego depois dos 55 anos. O próprio Ministério do Trabalho admite que só a metade das pessoas na faixa etária de 55 a 64 anos permanece empregada na França.

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Para contornar a situação, o ministro do Trabalho, Olivier Dussopt, cogitou obrigar as empresas a publicar anualmente o número de pessoas que mantêm empregadas com mais de 55 anos.

Diversas cidades francesas, assim como o Reino Unido, conviveram com greves nos últimos meses. Em dezembro, os ferroviários de Paris paralisaram atividades no fim de semana do Natal.

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