Clima em Gaza esquenta e Israel convoca 30 mil reservistas

Porta-voz das Forças Armadas israelense afirmou que dois mísseis foram lançados contra Tel Aviv, mas nenhum conseguiu atingir a cidade; EUA e Reino Unido declaram apoio ao país

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247 com Opera Mundi - Quase quatro anos depois da operação "Chumbo Fundido", quando mais de 1,3 mil palestinos e 13 israelenses foram mortos em uma das mais sangrentas ofensivas militares na Faixa de Gaza, entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009, o governo israelense lança nova investida contra o território, sob bloqueio desde 2006.

O Ministério da Defesa de Israel autorizou nesta quinta-feira (15) a convocação de 30 mil reservistas, por conta do aumento da tensão com o Hamas no território palestino da Faixa de Gaza. Pelo menos 19 perderam a vida na região desde o começo do confronto, na quarta-feira (14). Três israelenses morreram atingidos por foguetes disparados de Gaza e 15 palestinos morreram em ataques israelenses a Gaza.

Um porta-voz das Forças Armadas israelense afirmou que dois mísseis foram lançados contra Tel Aviv, mas nenhum conseguiu atingir a cidade ou sua região metropolitana. Um deles, segundo o porta-voz, teria caído no mar.

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Os Estados Unidos condenaram nesta quarta-feira o disparo de foguetes desde Gaza contra Israel e ressaltaram o "direito de se defender" do governo israelense. "Lamentamos a morte e o ferimento de civis israelenses e palestinos inocentes por causa da violência", disse o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Mark Toner.

"Não há nenhuma justificativa para a violência que o Hamas e outras organizações terroristas estão empregando contra o povo de Israel", avaliou o porta-voz. "Pedimos aos responsáveis que detenham esses covardes atos imediatamente. Respaldamos o direito que Israel tem de defender-se", acrescentou.

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O Reino Unido acompanhou os EUA no apoio a Israel. O chefe da diplomacia britânica, William Hague, disse que o Hamas "é o principal responsável" pela atual crise no território palestino da Faixa de Gaza, acrescentando que deve parar imediatamente com os ataques contra Israel.

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