Cinco pessoas vão a julgamento pelo caso "Vatileaks"
Vaticano solicitou o julgamento de cinco pessoas pelo vazamento e posterior publicação de documentos secretos; pedido inclui processos contra dois jornalistas; alançando o papado, escândalo teve origem com a publicação de dois livros recentes que retratam a má gestão, ganância e corrupção, além da resistência enfrentada pelo papa Francisco para executar sua agenda de reformas; segundo a promotoria, três funcionários do Vaticano, incluindo um alto sacerdote, formaram "uma associação criminosa organizada" para "divulgar informações e documentos relativos aos interesses fundamentais da Santa Sé e do Estado
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Reuters - O Vaticano solicitou neste sábado o julgamento de cinco pessoas, incluindo dois jornalistas italianos, por vazamento e publicação de documentos secretos, no mais recente escândalo que está balançando o papado.
O pedido teve como origem a publicação de dois livros recentes que retratam um Vaticano assolado pela má gestão, ganância e corrupção, e onde o papa Francisco enfrenta forte resistência da velha guarda para executar sua agenda de reformas.
A Santa Sé se diz envergonhada e indignada com os livros que, segundo a instituição, foram usadas informações que nunca deveriam ultrapassar dos muros do Vaticano.
Segundo os promotores, três funcionários do Vaticano, incluindo um alto sacerdote, formaram "uma associação criminosa organizada" com o objetivo de "divulgar informações e documentos relativos aos interesses fundamentais da Santa Sé e do Estado".
O presidente do tribunal do Vaticano determinou a primeira audiência do julgamento para terça-feira.
Os vazamentos são um dos maiores escândalos internos capazes de abater o papado do Papa Francisco e são uma reminiscência do "Vatileaks", furor que precedeu a renúncia do ex-Papa Bento XVI, em 2013. A mídia italiana apelidou os últimos episódios de "Vatileaks II".
Dois dos funcionários indiciados, o monsenhor espanhol Angel Lucio Vallejo Balda, antigo número dois na prefeitura do Vaticano para os assuntos econômicos e a italiana Francesca Chaouqui, especialista em relações públicas, foram presos no início deste mês.
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