CIA planejou matar Fidel com apoio da Casa Branca

Um instituto que pesquisa a história das instituições de segurança nacional dos Estados Unidos revelou que em 1963 a CIA (Agência Central de Inteligência dos EUA) cogitou assassinar o líder cubano Fidel Castro, utilizando equipamento de mergulho como vetor do bacilo causador da tuberculose; documentos da Casa Branca e da CIA divulgados pelo National Security Archive (Arquivo de Segurança Nacional), dos EUA, relatam que o então espião James Donovan fez as primeiras negociações secretas entre o país e Fidel com apoio da CIA

Um instituto que pesquisa a história das instituições de segurança nacional dos Estados Unidos revelou que em 1963 a CIA (Agência Central de Inteligência dos EUA) cogitou assassinar o líder cubano Fidel Castro, utilizando equipamento de mergulho como vetor do bacilo causador da tuberculose; documentos da Casa Branca e da CIA divulgados pelo National Security Archive (Arquivo de Segurança Nacional), dos EUA, relatam que o então espião James Donovan fez as primeiras negociações secretas entre o país e Fidel com apoio da CIA
Um instituto que pesquisa a história das instituições de segurança nacional dos Estados Unidos revelou que em 1963 a CIA (Agência Central de Inteligência dos EUA) cogitou assassinar o líder cubano Fidel Castro, utilizando equipamento de mergulho como vetor do bacilo causador da tuberculose; documentos da Casa Branca e da CIA divulgados pelo National Security Archive (Arquivo de Segurança Nacional), dos EUA, relatam que o então espião James Donovan fez as primeiras negociações secretas entre o país e Fidel com apoio da CIA (Foto: Romulo Faro)


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247 - Um instituto que pesquisa a história das instituições de segurança nacional dos Estados Unidos revelou na sexta-feira (26) que em 1963 a CIA (Agência Central de Inteligência dos EUA) cogitou assassinar o líder cubano Fidel Castro, utilizando equipamento de mergulho como vetor do bacilo causador da tuberculose.

De acordo com publicação do Opera Mundi, documentos da Casa Branca e da CIA divulgados pelo National Security Archive (Arquivo de Segurança Nacional), dos EUA, relatam que o então espião James Donovan fez as primeiras negociações secretas entre o país e Fidel com apoio da CIA.

Os documentos apontam que, após a crise dos mísseis, Donovan, interpretado pelo ator Tom Hanks no filme "Ponte dos Espiões" (2015), passou a discutir com Fidel maneiras de melhorar as relações entre EUA e Cuba. Durante a série de encontros entre o espião e o líder cubano na ilha entre janeiro e abril de 1963, Fidel teria manifestado interesse em normalizar as relações com os EUA, de acordo com os relatos de Donovan à Casa Branca.

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A CIA e o Departamento de Estado dos EUA queriam impor uma série de condições para a reaproximação com Cuba, entre elas o corte de relações entre Havana e a URSS. Um memorando da CIA para Donovan estabelecia inclusive que Fidel "deveria ser persuadido a expulsar os comunistas de seu governo", e caso não se deixasse convencer, deveria ser informado sobre o "sombrio panorama que iria predominar – com um único resultado final – caso Cuba continue a fazer dos Estados Unidos seu inimigo".

O 'único resultado final', não esclarecido no documento, segundo Opera Mundi, talvez fosse a morte de Fidel pelas mãos da agência. Em uma nota de rodapé em um dos documentos desclassificados da CIA consta que alguns agentes decidiram usar o acesso de Donovan a Fidel para assassinar o líder cubano.

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O plano elaborado na época usaria o gosto de Fidel e de Donovan pelo mergulho para fazer com que o espião inadvertidamente presenteasse o cubano com roupa e equipamento de mergulho respectivamente infectados com o fungo causador da doença de Madura e com o bacilo causador da tuberculose.

De acordo com o National Security Archive, o plano foi descartado após Milan Miskovsky, advogado da CIA que auxiliava Donovan, alertar o espião para que não permitisse que a agência tivesse acesso à roupa e ao equipamento de mergulho que ele havia comprado para presentear Fidel.

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O presente – livre de bacilos e fungos – foi dado em uma das últimas viagens de Donovan a Cuba, em abril de 1963, quando Fidel e o espião mergulharam juntos na Baía dos Porcos. Na ocasião, segundo o relato de Miskovsky à Casa Branca, o líder cubano "deu uma explicação in loco da invasão" realizada por grupo de paramilitares treinados pelos EUA e frustrada pelas forças armadas cubanas em abril de 1961.

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