Chutte: EUA vivem crise hegemônica e não sabem lidar com a China

O professor de relações internacionais da UFABC Giorgio Romano Chutte analisa o cenário da guerra comercial envolvendo duas grandes potências: EUA e China; Em sua avaliação, o especialista afirma que "o império estadunidense sofre uma crise de modelo hegemônico e não sabe como lidar com o fator China"; assista a íntegra do programa Brasil Primeiro, apresentado pelo ex-ministro Aloizio Mercadante 

Chutte: EUA vivem crise hegemônica e não sabem lidar com a China
Chutte: EUA vivem crise hegemônica e não sabem lidar com a China


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

TV 247 – O professor de relações internacionais da UFABC Giorgio Romano Chutte concedeu, nesta semana, entrevista ao programa "Brasil Primeiro", apresentado pelo ex-ministro Aloizio Mercadante, expondo a tensão entre comercial entre as potências EUA e China, na semana que ocorrem acordos da União Européia e o encontro do Brics. Na opinião do especialista, o império estadunidense sofre uma crise de modelo hegemônico e não sabe como lidar com o "fator China".

O professor explica que Os Estados Unidos criaram uma hegemonia no pós-guerra que durou até a década de setenta, quando os estadunidenses enfrentam sua primeira tensão por conta da guerra do Vietnã, crise do petróleo e também reflexo da sua política monetária. "Daí eles criaram a versão de hegemonia 2.0, que já era baseado em um déficit comercial e público. Nos anos 90, o ex-presidente Bill Clinton dá o tom dessa política com a globalização", resgata Chutte.

"Chegando ao século 21, em 2001 ocorreu a queda das Torres Gêmeas e, 2008, a crise financeira, revelando a dificuldade da potência em exercer sua hegemonia com tal política estabelecida desde a década de 70" , analisa Chutte. 

continua após o anúncio

seguindo o resgate histórico, o professor explica que, ao contrário do cenário dos anos 70, os Estados unidos saíram da crise em 2009 deparando-se com a potência chinesa.

"A China tem um crescimento extraordinário e começa a disputar um mercado onde, antigamente, era subalterna na cadeia produtiva, além disso, os chineses não precisam da defesa dos EUA como Alemanha e Japão dependem, por isso irão disputar a hegemonia da região", observa.

continua após o anúncio

O professor acredita que os chineses não querem substituir o papel dos EUA, mas sim buscar mais igualdade nas relações. "É obvio que os EUA são mais poderosos belicamente, o dólar ainda é a moeda mais forte, mas eles precisam responder a esse desafio da China, pois o que ocorre é uma crise de modelo hegemônico", aponta.

Brasil na contramão do mundo 

continua após o anúncio

Ao comparar a conjuntura atual com a estabelecida na década de 90, ele oberva dois modelos distintos. "Se no passado tinha a ideologia do mundo globalizado, hoje, nunca foi tão importante o projeto nacional, mas Brasil segue na contramão", conclui Giorgio Romano Chutte. 

 Inscreva-se na TV 247 e confira a entrevista com o professor Giorgio Romano Chutte

continua após o anúncio

continua após o anúncio

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247