China sugere mecanismo de 'segurança indivisível' internacional

"O mundo é indivisível e a segurança é indivisível", disse Zhang Jun, representante permanente da China na ONU, ao comentar a guerra na Ucrânia

Zhang Jun, representante permanente da China na ONU
Zhang Jun, representante permanente da China na ONU (Foto: Reuters)


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Agência Sputnik - Na segunda-feira (14), o representante permanente da China na ONU, Zhang Jun, afirmou que a atual situação na Ucrânia vem chamando a atenção sobre a estabilidade internacional e indica que o real caminho é o desenvolvimento de um sistema de segurança internacional.

"O mundo é indivisível e a segurança é indivisível. Nos Acordos de Helsinque de 1975, o importante princípio da segurança indivisível foi estabelecido pela primeira vez. Esse princípio tem um significado especial nas circunstâncias atuais", afirmou Zhang, durante sessão de segurança da ONU.

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Durante conversa por telefone com os presidentes da Alemanha e França, no dia 8 de março, o líder chinês Xi Jinping reforçou o apoio à promoção de uma estrutura de segurança "balanceada, efetiva e sustentável" na Europa. O presidente da China disse ainda que seu país "terá o prazer de ver um diálogo em pé de igualdade entre a União Europeia, a Rússia, os Estados Unidos e a OTAN".

De acordo com analistas ouvidos em reportagem do Global Times, a postura chinesa é de crítica à posição de domínio da parceria entre EUA, UE e OTAN.

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"Os europeus perceberam que a segurança da Europa não está nas mãos dos europeus. A expansão da OTAN para o leste é dominada pelos EUA, e essa visão de segurança é baseada no sacrifício da segurança da Rússia. Em outras palavras, a segurança absoluta do Ocidente torna a Rússia absolutamente insegura", disse Wang Yiwei, diretor do Instituto de Assuntos Internacionais da Universidade Renmin da China, em entrevista ao Global Times.

Um especialista em relações internacionais de Pequim foi entrevistado pelo Global Times, de maneira anônima, e afirmou que a Rússia está sendo pressionada pela OTAN, ao contrário da percepção divulgada pela mídia ocidental de que o Kremlin seria uma ameaça.

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O analista disse ainda que a atual postura dos Estados Unidos e da OTAN pode vir a se repetir em diferentes circunstâncias na Ásia, e que as principais lideranças do continente precisam ficar atentas. 

"Não queremos que nenhum país repita a tragédia que a Ucrânia experimentou, por isso esperamos que os aliados dos EUA na Ásia, como Coreia do Sul, Japão e alguns países do Sudeste Asiático, possam tomar decisões sábias e independentes sobre segurança e diplomacia, para permanecer longe de serem usados como um peão para servir a estratégia dos EUA para conter a China no tabuleiro de xadrez geopolítico", concluiu o especialista, que preferiu manter anonimato. 

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