China se alinha à Rússia e se posiciona oficialmente contra a expansão da OTAN
Comunicado chinês defende o fim da mentalidade da Guerra Fria
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PEQUIM, TASS – A Missão da República Popular da China junto da União Europeia opõe-se à expansão da OTAN e considera inúteis os seus esforços que alegadamente visam garantir a segurança global, de acordo com um comunicado publicado esta terça-feira no site da missão.
"A OTAN continua a expandir seu escopo geográfico e a gama de operações e se engaja na política e no confronto do bloco. Isso não conduz à segurança e estabilidade globais", enfatizou o comunicado.
"Pedimos à Otan que abandone a mentalidade e o viés ideológico da Guerra Fria, respeite a soberania, a segurança, os interesses, bem como a diversidade de civilizações, história e cultura de outros países", disse o documento.
Ele observou que "a OTAN é um remanescente da Guerra Fria", acrescentando que "a China acredita que a segurança regional não deve ser garantida pelo fortalecimento ou expansão de blocos militares". De acordo com o comunicado, a OTAN deve "fazer mais para aumentar a confiança mútua entre os países e manter a paz e a estabilidade regionais".
Na segunda-feira, em entrevista coletiva em Bruxelas, o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, disse que uma declaração conjunta emitida pela China e pela Rússia após a reunião dos dois líderes em Pequim deve ser vista como uma tentativa de negar às nações soberanas o direito de fazer suas próprias escolhas, ressaltando que as portas da aliança permaneceram abertas.
Em 4 de fevereiro, o presidente russo, Vladimir Putin, participou da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim. Na sexta-feira, ele se encontrou com seu colega chinês XI Jinping. Esta foi a primeira visita do líder russo à China desde o início da pandemia de coronavírus. Durante as conversações de alto nível, foi adotada a declaração conjunta de Moscou e Pequim sobre as relações internacionais que entram em uma nova era e sobre o desenvolvimento global sustentável.
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