China se alia à Rússia contra ação militar dos EUA na Síria

"Uma ação militar teria um impacto negativo sobre a economia global, especialmente sobre o preço do petróleo", disse o vice-ministro das Finanças da China, Zhu Guangyao, antes do início das negociações dos líderes do G20

"Uma ação militar teria um impacto negativo sobre a economia global, especialmente sobre o preço do petróleo", disse o vice-ministro das Finanças da China, Zhu Guangyao, antes do início das negociações dos líderes do G20
"Uma ação militar teria um impacto negativo sobre a economia global, especialmente sobre o preço do petróleo", disse o vice-ministro das Finanças da China, Zhu Guangyao, antes do início das negociações dos líderes do G20 (Foto: Leonardo Attuch)


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

Por Timothy Heritage

SÃO PETERSBURGO, Rússia, 5 Set (Reuters) - A China advertiu nesta quinta-feira que uma intervenção militar na Síria vai prejudicar a economia mundial e elevar o preço do petróleo, reforçando a tentativa do presidente russo, Vladimir Putin, de convencer o presidente dos EUA, Barack Obama, a desistir de realizar ataques aéreos.

As diferenças sobre a Síria podem ofuscar a cúpula do Grupo dos 20 países desenvolvidos e em desenvolvimento em São Petersburgo, em que líderes globais buscam estabelecer uma frente unida para o crescimento, o comércio, a transparência bancária e o combate à evasão fiscal.

continua após o anúncio

O clube que corresponde a dois terços da população mundial e a 90 por cento da produção do mundo está dividido sobre questões como a turbulência nos mercados emergentes e a decisão do Federal Reserve de acabar com seu programa de estímulo à economia dos EUA.

Mas não há racha maior do que a diferença entre os EUA e a Rússia sobre uma possível intervenção militar na Síria para punir o presidente Bashar al-Assad por um ataque com armas químicas que matou centenas de pessoas em 21 de agosto.

continua após o anúncio

Putin ficou isolado sobre a Síria em uma reunião do Grupo dos Oito, em junho, na última grande reunião das potências mundiais, mas agora terá o apoio da China na cúpula do G20 na antiga capital imperial da Rússia.

"Uma ação militar teria um impacto negativo sobre a economia global, especialmente sobre o preço do petróleo – vai causar um aumento no preço do petróleo", disse o vice-ministro das Finanças da China, Zhu Guangyao, antes do início das negociações dos líderes do G20.

continua após o anúncio

Como a Rússia, um dos principais fornecedores de armas à Síria, a China tem poder de veto no Conselho de Segurança da ONU. Assim, Obama não deve obter a aprovação do Conselho de Segurança para uma ação militar na Síria, mas está buscando a aprovação do Congresso dos EUA.

continua após o anúncio

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247