China refuta alegação de criar "armadilha da dívida"

O porta-voz da chancelaria chinesa rechaçou a tese da armadilha da dívida ao abordar um relatório recente sobre a dívida na África

Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China Wang Wenbin durante entrevista coletiva em Pequim 14/12/2020
Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China Wang Wenbin durante entrevista coletiva em Pequim 14/12/2020 (Foto: REUTERS/Thomas Peter)


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Xinhua - Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China refutou na quinta-feira (14) a chamada "armadilha da dívida chinesa", afirmando ser pura desinformação e uma falsa narrativa criada por aqueles que não esperam ver a cooperação China-África ganhar força.

O porta-voz Wang Wenbin fez as declarações em uma coletiva de imprensa diária, respondendo a uma pergunta sobre um relatório recente sobre a dívida na África.

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A instituição de caridade britânica "Debt Justice" publicou recentemente um relatório citando dados do Banco Mundial, do Fundo Monetário Internacional e de outras instituições, alegando que os governos africanos devem três vezes mais dívidas a credores privados ocidentais do que à China, e a cobrança do juros é dobrada.

Wang citou dados do Banco Mundial observando que, dos 696 bilhões de dólares da dívida externa de 49 governos africanos com dados, cerca de três quartos são devidos a instituições multilaterais e credores privados não chineses.

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"A Debt Justice apontou que, para os 24 países africanos com os maiores encargos da dívida, a parcela média de seus pagamentos da dívida externa de 2022 a 2028 a credores privados não chineses e credores multilaterais é projetada em 32% e 35%, respectivamente. A taxa de juros média dos empréstimos de credores privados ocidentais é quase o dobro da dos credores chineses", disse Wang.

"Como disse o chefe de política da Debt Justice, 'os líderes ocidentais responsabilizam a China pelas crises de dívida na África, mas isso é uma distração. A verdade é que seus próprios bancos, gestores de ativos e comerciantes de petróleo são muito mais responsáveis'", acrescentou.

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"Pedimos aos países desenvolvidos, seus credores privados e instituições financeiras multilaterais que tomem ações mais robustas para apoiar financeiramente os países em desenvolvimento e aliviar sua dívida, para que a economia mundial alcance um desenvolvimento inclusivo e sustentável", disse Wang.

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