China rechaça investigação dos EUA sobre origem do novo coronavírus

Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (25), porta-voz da chancelaria chinesa informa sobre posição de seu governo sobre politização dos EUA na busca da origem do novo coronavírus

Wang Wenbin, porta-voz da chancelaria chinesa
Wang Wenbin, porta-voz da chancelaria chinesa (Foto: Diário do Povo on line)


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247 - A posição da China sobre a questão do estudo de origens globais é consistente e clara. Rastrear as origens do vírus é uma questão científica, diz porta-voz da chancelaria chinesa, combatendo a politização da questão pelos EUA, disse nesta quarta-feira (25) em coletiva de imprensa o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China Wang Wenbin.

Respondendo primeiramente a uma pergunta da rede de televisão chinesa CCTV em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (25), o porta-voz da chancelaria chinesa Wang Wenbin informou que na véspera o embaixador Chen Xu, representante permanente da China no Escritório da ONU em Genebra e outras organizações internacionais na Suíça, escreveu ao diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, e submeteu dois documentos não oficiais intitulados "Pontos Duvidosos sobre Fort Detrick (USAMRIID)" e "Pesquisa Coronavirus conduzida pela Equipe do Dr. Ralph Baric na Universidade da Carolina do Norte", além de uma carta aberta assinada por mais de 25 milhões de usuários da Internet pedindo uma investigação sobre a base de Fort Detrick.

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A posição da China sobre a questão do estudo de origens globais é consistente e clara. Rastrear as origens do vírus é uma questão científica. A China sempre tem apoiado e continuará participando do estudo científico sobre a origem.  As conclusões e recomendações do relatório de estudo conjunto China-OMS foram reconhecidas pela comunidade internacional e pela comunidade científica, e devem ser respeitadas e implementadas. O futuro estudo de origens globais deve e só pode ser feito com base nisso, afirmou o porta-voz.

Wang Wenbin acrescentou que o Instituto de Virologia de Wuhan (WIV) recebeu especialistas da OMS duas vezes. É extremamente improvável que o novo coronavírus tenha vazado do WIV - esta é a conclusão clara do relatório de estudo conjunto China-OMS. Aqueles que insistem em que a possibilidade de um vazamento de laboratório não pode ser descartada devem investigar Fort Detrick e a Universidade da Carolina do Norte de acordo com os princípios da equidade e da  justiça.

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O fato é que a comunidade internacional e o povo americano há muito levantam sérias  preocupações sobre as práticas ilegais, não transparentes e inseguras na base de Fort Detrick. É o centro das atividades biológicas militares dos EUA e a USAMRIID é a principal entidade de pesquisa lá. O USAMRIID há muito tempo está envolvido em pesquisa e modificação do coronavírus. Depois que o Instituto foi fechado por causa de graves incidentes de segurança em 2019, doenças com sintomas semelhantes  ao da Covid-19 eclodiram nos EUA. Os EUA ainda não deram nenhuma explicação sobre esses problemas à comunidade internacional e ao povo americano, de acordo com Wenbin. 

Quanto à Universidade da Carolina do Norte, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China disse que os EUA têm acusado falsamente o WIV de causar a pandemia de Covid-19 com suas pesquisas de coronavírus. No entanto, são os EUA que patrocinaram e realizaram mais  pesquisas desse tipo do que qualquer outro país. Em particular, a equipe  Dr. Baric é líder mundial em  pesquisas  neste campo, com capacidade extremamente madura para sintetizar e modificar coronavírus. Uma investigação sobre  a equipe e o laboratório do Dr. Baric ajudará a esclarecer se tais pesquisas  criaram ou podem criar o coronavírus. 

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"Exortamos os EUA a parar de usar o estudo da origem do coronavírus para buscar manipulação política. Se os EUA estão empenhados em insistir na teoria do vazamento de laboratório, deve começar com o convite de especialistas da OMS para lançar uma pesquisa em Fort Detrick e na Universidade de Carolina do Norte para encontrar a fonte do vírus. Enquanto isso, esperamos que a comunidade internacional possa trabalhar lado a lado para resistir à politização e trazer o estudo de origem de volta ao caminho certo da cooperação científica.

Em seguida, Wenbin respondeu a um questionamento do jornal Global Times sobre o relatório da  inteligência dos EUA, segundo o qual  "não é provável que se produza uma conclusão definitiva sobre se o novo coronavírus saltou para humanos naturalmente, ou através de um vazamento de laboratório, em parte devido à falta de informações detalhadas da China". 

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De acordo com Wang Wenbin, o governo dos EUA se baseia no aparato de inteligência para publicar o chamado relatório sobre o rastreamento de origens. Seu objetivo não é chegar ao fundo das origens do vírus, ou formar um relatório científico baseado em fatos e métodos científicos. O que os EUA  realmente estão a fazer é mudar a responsabilidade de seu fracasso na resposta pandêmica internamente e ter a China como bode expiatório. Tal relatório para plantar evidências que são sobretudo políticas naturalmente não chegará a qualquer conclusão científica sobre o rastreamento de origens do coronavírus, mas  só interferirá e prejudicará os esforços globais de rastreamento de origens e cooperação na resposta pandêmica.

A alegação de falta de informação da China é apenas uma desculpa para encobrir a falha dos EUA em confiar na inteligência para rastrear as origens do vírus, enfatiza Wenbin. "Quero dizer à parte norte-americana que especialistas chineses e da OMS divulgaram um relatório de estudo conjunto sobre as origens, que contém informações confiáveis e valiosas em abundância. Os Estados Unidos são o país com o maior número de infecções e mortes no mundo e a pior disseminação do vírus. A linha do tempo do surto de Covid-19 nos Estados Unidos foi constantemente revisada para datas anteriores, com a conexão entre Fort Detrick e os laboratórios biológicos da Universidade da Carolina do Norte e o novo coronavírus envolto em suspeitas. A comunidade internacional pede veementemente que a parte estadunidense seja aberta e transparente e forneça informações detalhadas sobre isso. A parte estadunidense tem se esquivado dessas questões. Ela  permanece reticente e coloca obstáculos. Isso apenas mostra que os EUA estão com a consciência pesada. O que importa não é como encontrar as origens do vírus, mas como usar o problema para suprimir outros países e servir aos seus próprios interesses.

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Informações da Embaixada da China em Brasília

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