China quer ajudar o Afeganistão a superar dificuldades com ações práticas
Afeganistão enfrenta a fase crucial de passar do caos à ordem após a guerra dos EUA durante 20 anos
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Rádio Internacional da China - O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, presidirá o 3º encontro entre os países vizinhos do Afeganistão, que se realiza nesta quarta e quinta-feira (30 e 31) em Tunxi, na província chinesa de Anhui. O chefe da diplomacia chinesa acabou de realizar uma turnê nos países asiáticos, incluindo o Afeganistão. Trata-se da primeira visita chinesa de alto nível desde que o governo interino foi estabelecido no país.
A questão do Afeganistão está relacionada com a segurança e estabilidade regional e mundial, cuja importância não será ignorada com a escalada da crise da Ucrânia. Com a visita do ministro das Relações Exteriores, a China emite um sinal claro de que a questão afegã continua sendo uma das pautas mais relevantes da agenda da paz e segurança mundial e que todas as partes envolvidas devem assumir suas responsabilidades e desempenhar funções construtivas.
Desde a retirada das tropas norte-americanas da região em agosto do ano passado, o país pôs fim à guerra de 20 anos e enfrenta a fase crucial de passar do caos à ordem. Por um lado, o governo provisório afegão começou a sua governança em busca de reconhecimento e para ser aceito pela comunidade internacional.
Por outro lado, o “Estado Islâmico” desencadeou com frequência os ataques terroristas no território. A isso se acrescentou ainda o “assalto” dos EUA sobre os ativos do país asiático de cerca de US$ 7 bilhões, o que gerou dificuldades para o governo fazer combater a pandemia e melhorar o bem-estar da população.
País vizinho e membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, a China desempenhou papel positivo no processo de reconstrução do país. No ano passado, o presidente chinês, Xi Jinping, participou da cúpula sobre a questão afegã, que reuniu líderes dos países da Organização de Cooperação de Shanghai e da Organização do Tratado de Segurança Coletiva. A China também participou das duas reuniões dos ministros das Relações Exteriores dos países vizinhos do Afeganistão e manteve vários encontros com os responsáveis interinos afegãos na cidade chinesa de Tianjin e no Catar.
Através dos contatos chineses, o governo interino do Afeganistão emitiu sinais importantes para o exterior, incluindo a não autorização das atividades terroristas no país e de qualquer pessoa ou entidade de aproveitar o território para promover ações hostis contra os outros, incluindo a China, e a expectativa de desenvolver relações amistosas com todos os países e de participar da iniciativa “Cinturão e Rota”.
O governo chinês já forneceu ao Afeganistão assistência de cereais, medicamentos e suprimentos de inverno de mais de US$ 50 milhões e importou pinhões afegãos com 36 voos, gerando um faturamento de US$ 22 milhões para o país. Sendo vizinha do Afeganistão, a China sempre defende que os afegãos devem tomar conta do seu destino.
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