China pede que EUA não dificultem a atividade de suas empresas

A China pediu aos Estados Unidos na segunda-feira (23) para pararem imediatamente com sua prática de recorrer ao pretexto da segurança nacional para suprimir empresas

Zhao Lijian, porta-voz da chancelaria chinesa
Zhao Lijian, porta-voz da chancelaria chinesa (Foto: Reprodução (Twitter))


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247 - Os Estados Unidos estão prontos para proibir as exportações de tecnologia para 89 empresas chinesas, o que motivou um apelo da chancelaria do país asiático para que os norte-americanos não dificultem a atividade das empresas chinesas.

As listas incluem empresas do ramo aeroespacial e militar, as quais serão impedidas de comprar uma variedade de produtos e tecnologia dos EUA, informa o Diário do Povo, citando a Reuters. 

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A China se opõe firmemente à opressão injustificada dos EUA às empresas chinesas, segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Zhao Lijian, em uma entrevista coletiva diária.

A mudança ocorre 10 dias depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, revelou uma ordem executiva proibindo os investimentos dos EUA em empresas chinesas que Washington diz serem de propriedade ou controladas pelos militares chineses.

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"A ação dos EUA viola gravemente o princípio da competição de mercado e as regras de comércio internacional que sempre ostentaram, sendo que definitivamente prejudicará os interesses e a imagem dos EUA", disse Zhao.

As empresas chinesas sempre cumprem as leis e regulamentos na conduta dos seus negócios e cumprem rigorosamente as leis e regulamentos de cada país em suas operações internacionais.

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Zhao lamentou também a saída dos EUA do Tratado de Céus Abertos, apesar da oposição da comunidade internacional. O tratado, que entrou em vigor em 2002, permite que os signatários realizem voos de reconhecimento desarmado e de curto prazo sobre os territórios dos outros para coletar dados sobre forças e atividades militares.

"O abandono arbitrário de tratados internacionais não é uma atitude ou prática que um grande país deva adotar", disse Zhao.

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A medida dos EUA compromete a confiança mútua e a transparência militar entre os países relevantes e não é favorável à manutenção da segurança e estabilidade em regiões relevantes, disse Zhao.

A medida terá também um impacto negativo no controle internacional de armas e no processo de desarmamento, disse ele.

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Os EUA devem responder seriamente às preocupações da Rússia e de outros países contratantes, bem como da comunidade internacional, e resolver as diferenças por meio do diálogo, acrescentou.

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