China mata 28 supostos terroristas em Xinjiang

Polícia da região autônoma chinesa de Xinjiang afirmou ter desarticulado um suposto grupo terrorista, matando 28 dos seus integrantes em uma operação que durou 56 dias; na última quarta-feira (18), um grupo armado atacou uma mina de carvão no condado de Baicheng, na prefeitura de Aksu, matando 11 civis, três policiais e mais dois integrantes da força, além de ferir 18 pessoas, de acordo com comunicado do Departamento de Propaganda de Xinjiang

Chinese paramilitary police stand guard along a street in Urumqi, the capital of Xinjiang, on 23 May 2014.
Chinese paramilitary police stand guard along a street in Urumqi, the capital of Xinjiang, on 23 May 2014. (Foto: Roberta Namour)


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Da Agência Lusa

A polícia da região autônoma chinesa de Xinjiang desarticulou um suposto grupo terrorista, matando 28 dos seus integrantes em uma operação que durou 56 dias, anunciaram as autoridades locais, citadas hoje (20) pela agência oficial Xinhua.

Na última quarta-feira (18), um grupo armado atacou uma mina de carvão no condado de Baicheng, na prefeitura de Aksu, matando 11 civis, três policiais e mais dois integrantes da força, além de ferir 18 pessoas, de acordo com comunicado do Departamento de Propaganda de Xinjiang, informou a Xinhua.

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Segundo a agência, um dos supostos terroristas rendeu-se e 28 foram mortos numa operação policial.

A China considera os separatistas de Xinjiang responsáveis pelos conflitos na região, entre eles a minoria muçulmana uigur e a maioria han, predominante em cargos de poder político e empresarial regional.

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Peritos e grupos de defesa dos direitos humanos consideram, no entanto, que a política repressiva de Pequim, em relação à cultura e religião dos uigures, aumenta a tensão em Xinjiang.

Após os atentados em Paris, a China elevou o nível de alerta terrorista e pediu que os "separatistas uigures" sejam incluídos na luta mundial contra o terrorismo.

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No ano passado, 712 pessoas foram condenadas na China por terrorismo e atividades separatistas, segundo dados oficiais apresentados durante a Assembleia Nacional Popular chinesa, realizada anualmente em março.

A maioria dos casos ocorreu em Xinjiang, mas houve também um atentado na Praça Tiananmen, em Pequim, e outro na Estação Ferroviária de Kunming, no Sudoeste da China.

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