China insta EUA a não suprimir empresas chinesas

A China mandou um forte recado aos EUA considerando irracional a prática de suprimir empresas chinesas alegando motivos de "segurança nacional"

Geng Shuang, porta-voz da Chancelaria chinesa
Geng Shuang, porta-voz da Chancelaria chinesa (Foto: Paulo Emílio)


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Xinhua - Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China instou na terça-feira (29) os Estados Unidos a parar de generalizar o conceito de segurança nacional e de suprimir irracionalmente certas empresas chinesas.

"Nós nos opomos firmemente àprática dos Estados Unidos de abusarem de seu poder estatal e suprimirem determinadas empresas chinesas sem nenhuma evidência. Esse comportamento de bullying econômico refuta o princípio da economia de mercado que a parte norte-americana tem alegado e não ganhará o apoio internacional", disse o porta-voz Geng Shuang em uma entrevista coletiva.

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Ele fez as observações ao responder a uma pergunta sobre o voto esperado em novembro da Comissão Federal de Comunicações dos EUA, sobre a designação da Huawei e da ZTE como riscos à segurança nacional. Se a resposta for sim, as operadoras de telecomunicações rurais dos EUA serão impedidas de comprar produtos das duas empresas chinesas usando um fundo governamental de US$ 8,5 bilhões.

Citando reportagens da mídia norte-americana, Geng disse que a Associação Rural Sem Fio dos EUA estimou que 25% de seus membros têm equipamentos da Huawei ou da ZTE em suas redes e que a substituição custaria de US$ 800 milhões a US$ 1 bilhão.

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Banir a Huawei e a ZTE acabará prejudicando os interesses das empresas e consumidores dos EUA, disse Geng.

Ele observou que, para a grande maioria dos países, os casos do programa PRISM e da Alstom ainda estão frescos em suas memórias, mas que até agora os Estados Unidos não deram uma explicação clara à comunidade internacional.

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Geng instou aos Estados Unidos que proporcionem um ambiente justo, imparcial e não discriminatório para as atividades das empresas chinesas nos Estados Unidos e que façam mais para promover a confiança mútua e a cooperação entre os dois países.

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