China e Paquistão lançam exercícios navais em Xangai contrapondo estratégia dos EUA para a região
Os exercícios China-Paquistão Sea Guardians-2 visam trabalhar uma "resposta conjunta às ameaças à segurança marítima"
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Sputnik - As marinhas chinesa e paquistanesa lançaram exercícios navais Sea Guardians-2 (Guardiões do Mar-2) com duração de quatro dias perto das águas de Xangai no último domingo (10), diz um comunicado do Ministério da Defesa Nacional da China.
Os exercícios China-Paquistão Sea Guardians-2 visam trabalhar uma "resposta conjunta às ameaças à segurança marítima" e promover a cooperação de defesa entre a Marinha do Exército Popular de Libertação (EPL) e a Marinha do Paquistão, diz o comunicado oficial.
O comunicado chinês diz que os exercícios, que estão ocorrendo no porto de Wusong, vão ser realizados em duas fases – planejamento portuário e exercício marítimo. A primeira fase vai acontecer entre 10 e 13 de julho.
"Durante a primeira fase, os dois lados realizarão atividades terrestres, como planejamento de operações, intercâmbio de conhecimentos profissionais, competições culturais e esportivas", diz o comunicado oficial.
"Os exercícios conjuntos que as duas marinhas realizarão durante a fase de exercícios marítimos incluem ataques a alvos marítimos, manobras táticas, operação antissubmarino, reabastecimento no mar, reforço de navios danificados, operações antiaéreas e antimísseis, etc.", acrescenta.
Do lado de Pequim, os exercícios contam com a participação das fragatas de mísseis guiados Xiangtan (indicativo visual 531) e Shuozhou (610), do navio de abastecimento abrangente Qiandaohu (886), de um submarino, de uma aeronave de alerta precoce, de dois caças e de um helicóptero.
Embora a declaração oficial tenha dito que os exercícios Sea Guardians-2 "não têm nada a ver com a situação regional e não são direcionados a terceiros", os exercícios coincidem com os exercícios Rimpac (Orla do Pacífico) liderados pelos EUA, que começaram perto do Havaí na última semana de junho e vão até agosto.
O Rimpac é liderado pelo Comando Indo-Pacífico dos EUA e conta com a participação de marinhas de outras 25 nações, incluindo de países como a Índia.
A China não é convidada para o Rimpac desde 2018 devido à deterioração dos laços entre Pequim e Washington.
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