China é alvo cada vez mais difícil para espionagem dos EUA, diz Bloomberg

De acordo com funcionários americanos, os problemas de coleta de informação na China têm diversas causas e estes problemas ocorrem há anos. Uma delas foi o fato de, antes da presidência de Xi Jinping, Pequim ter conseguido provocar importantes danos às redes de espionagem de Washington. A CIA também enfrenta um problema óbvio, uma escassez de falantes nativos da China

(211104) -- BEIJING, Nov. 4, 2021 (Xinhua) -- Presidente da China pronuncia discurso por vídeo na Exposição Internacional de Importação e Exportação da China
(211104) -- BEIJING, Nov. 4, 2021 (Xinhua) -- Presidente da China pronuncia discurso por vídeo na Exposição Internacional de Importação e Exportação da China (Foto: Li Xueren)


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Sputnik - A China e seus líderes, incluindo o presidente Xi Jinping, estão se tornando alvos cada vez mais difíceis para os serviços secretos dos EUA, escreve a Bloomberg citando funcionários norte-americanos, atuais e antigos, da inteligência.

Segundo fontes anônimas, a situação para Washington é cada vez mais opaca à medida que cresce a necessidade de obter informação relevante e compreender melhor o processo de tomada de decisões da China, ante o aumento de tensões entre os dois países e em meio a uma série de problemas, como Taiwan e o desenvolvimento de tecnologias avançadas.

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As agências de espionagem norte-americanas gastam muito tempo sem poder fornecer o tipo de informação sobre Pequim que os políticos precisam, afirmam os funcionários.

Há uma década, a CIA era capaz de fornecer informação importante sobre a cúpula do sistema político chinês, porém, atualmente, suas possibilidades são muito limitadas, observa a mídia.

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Por sua vez, o ex-conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, indicou à Bloomberg que se apercebia que a inteligência do país "estava décadas atrasada".

"Nunca senti que tinha informação suficiente. Sempre necessitava saber mais", adicionou Bolton.

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Perante a situação complicada, em outubro, o diretor da Agência Central de Inteligência dos EUA, William J. Burns, anunciou a criação do Centro de Missão da China, para "fazer frente ao desafio global que representa" o gigante asiático.

Não obstante, os interlocutores da Bloomberg consideram que será mais um passo simbólico do que de uma iniciativa real, já que há que destinar mais investimentos e pessoal à nova estrutura. Por sua vez, representantes oficiais da CIA se negaram a comentar o assunto.

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De acordo com funcionários americanos, os problemas de coleta de informação na China têm diversas causas e estes problemas ocorrem há anos.

Uma delas foi o fato de, antes da presidência de Xi Jinping, Pequim ter conseguido provocar importantes danos às redes de espionagem de Washington.

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Ao mesmo tempo, a reconstrução de uma rede não é tarefa fácil e leva tempo, já que implica a contratação de novo pessoal e, consequentemente, o aumento sistemático do acesso desses funcionários à informação sensível, explicam.

Além disso, a inteligência norte-americana se viu afetada depois que o presidente chinês realizou a transição de um sistema de liderança coletiva para um controlado por ele. Desta maneira, a CIA teve que se concentrar, ao invés de círculos de sete ou nove dirigentes chineses de alto escalão para, de fato, em apenas um.

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Entre outros problemas, atualmente, os oficiais da CIA na China enfrentam dificuldades devido aos programas de vigilância impulsionados pelo país, que cobriu cidades inteiras com câmeras de monitoramento e utiliza um sofisticado software de reconhecimento facial para rastrear ameaças.

A CIA também enfrenta um problema óbvio, uma escassez de falantes nativos da China, concluíram as fontes.

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