China diz esperar apoio da Alemanha à reunificação pacífica de Taiwan
Wang Yi afirmou que o retorno de Taiwan à China é um componente importante da ordem internacional pós-Segunda Guerra Mundial
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247 - O diretor do Gabinete da Comissão Central das Relações Exteriores da China, Wang Yi, afirmou que "espera e acredita" que a Alemanha apoiará a reunificação pacífica da China com Taiwan, disse o ministério das Relações Exteriores da China em um comunicado neste sábado.
Wang fez os comentários em uma reunião com a ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock, que está em visita à China até sábado, acrescentando que a China já apoiou a reunificação da Alemanha.
"Para manter a estabilidade no Estreito de Taiwan, é necessário se opor firmemente às atividades separatistas relacionadas à 'independência de Taiwan'", disse o principal diplomata da China, acrescentando que o retorno de Taiwan à China é um componente importante da ordem internacional pós-Segunda Guerra Mundial.
Durante sua visita, uma combativa, e por vezes descortês, Baerbock disse que "qualquer" tentativa da China de controlar Taiwan seria "inaceitável" e terá sérias repercussões para a Europa. O chefe da política externa da União Europeia, Josep Borrell, compartilhou essa posição.
Pequim, que considera a autogovernada Taiwan é uma província rebelde, afirma seguir o propósito da reunificação pacífica, mas nunca descartou o uso da força para conter forças separatistas. O governo da presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, rejeita a posição da China.
O ministério das Relações Exteriores de Taiwan disse em um comunicado neste sábado que aprova fortemente os comentários de Baerbock.
Em uma mudança em relação às políticas de Angela Merkel, ex-chanceler alemã, o governo de Olaf Scholz está desenvolvendo uma nova estratégia para a China a fim de reduzir sua dependência da superpotência econômica da Ásia, até agora um mercado de exportação vital para produtos alemães. A Europa, no entanto, não possui uma abordagem coerente em relação à China, com países como França e Espanha exaltando as relações com Pequim.
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