China diz aos EUA que sanções agravam conflito na Ucrânia

Ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi teve uma conversa por telefone neste sábado (5) com o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken

Wang Yi
Wang Yi (Foto: REUTERS/Shubing Wang)


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Sputnik Brasil - A China se opõe a qualquer ação que não contribua para resolver a situação na Ucrânia, e que leve ao seu agravamento, disse Wang Yi.

"A China rejeita todas as ações que não favorecem o avanço de uma solução diplomática, mas colocam lenha na fogueira e levam a uma escalada da situação", afirmou o ministro das Relações Exteriores da China.

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Ele insistiu que a crise ucraniana só pode ser resolvida através do diálogo e da negociação.

"Pedimos aos Estados Unidos, OTAN [Organização do Tratado Atlântico Norte], União Europeia e Rússia que se engajem no diálogo em pé de igualdade e abordem as contradições e problemas que se acumulam há muitos anos", disse o diplomata.

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Ao mesmo tempo, ele pediu uma séria consideração do impacto negativo da expansão da OTAN para o leste no contexto de segurança da Rússia.

Wang Yi também pediu a construção de um mecanismo de segurança europeu equilibrado, eficaz e sustentável, de acordo com o princípio da indivisibilidade da segurança. 

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O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou na madrugada de 24 de fevereiro o lançamento de uma "operação militar especial" na Ucrânia, alegando que as Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk, anteriormente reconhecidas por Moscou como estados soberanos, precisam de ajuda contra o "genocídio" de Kiev. .

Um dos objetivos fundamentais desta operação, segundo Putin, é "a desmilitarização e desnazificação" da Ucrânia.

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De acordo com o Ministério da Defesa russo, os ataques militares não são dirigidos contra instalações civis, mas buscam desativar a infraestrutura de guerra. Muitos países condenaram veementemente a intervenção da Rússia na Ucrânia e ativaram várias baterias de sanções individuais e setoriais.

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