China diz a EUA que contenham presença militar em suas águas territoriais

A China respondeu com diplomacia e firmeza às movimentações dos Estados Unidos em suas águas territoriais; questão de Taiwa é a "mais sensível" nas relações China-EUA, diz porta-voz da Chancelaria chinesa

Porta-avião chinês visto durante operação no Mar do Sul da China. 12/2016 REUTERS/Stringer
Porta-avião chinês visto durante operação no Mar do Sul da China. 12/2016 REUTERS/Stringer (Foto: Reinaldo)


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247, com Diário do Povo e Prensa Latina - A passagem de um navio de guerra estadunidense pelo estreito de Taiwan não contribuirá para a melhoria da atual situação e pode provocar mais ações de Pequim, segundo os analistas da parte continental da China.

“Os EUA devem lidar prudentemente com a questão de Taiwan para evitar danos às relações bilaterais, à paz e à estabilidade na região do Estreito de Taiwan”, afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Hua Chunying, na terça-feira (5).

"A questão de Taiwan é a mais importante e sensível nas relações China-EUA", disse Hua, em resposta à notícia da Reuters, que informa que os EUA estavam considerando enviar um navio de guerra através do Estreito de Taiwan.

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Os EUA examinaram os planos da passagem de um porta-aviões, mas não irão prosseguir, presumivelmente por consideração pela China, reiterou uma autoridade dos EUA.

"Os EUA sentem vontade de ajudar Taiwan, agora que a região se depara com uma maior pressão por parte de Pequim e cada vez mais países a cortarem as suas ‘relações diplomáticas’ com Taiwan", disse Wu Xinbo, diretor do Centro de Estudos Americanos da Universidade de Fudan.

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Mas esta decisão dos EUA pouco contribuirá para ajudar Taiwan, já que a ilha é apenas uma carta para intimidar a China, disse Wu, acrescentando que qualquer provocação pode exigir a resposta de Beijing.

"A questão de Taiwan é uma linha que não pode ser tocada ou ultrapassada", disse o Tenente-general He Lei, vice-diretor da Academia de Ciências Militares do Exército de Libertação Popular (ELP), no Diálogo Shangri-La deste ano, em resposta aos comentários do Secretário de Defesa dos EUA, James Mattis.

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He ressaltou que "o ELP tem a determinação, confiança e capacidade de salvaguardar a soberania, a união e os interesses do desenvolvimento da China".

O Ministério da Defesa alertou em novembro que realizaria exercícios militares frequentes na área.

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“A fação pró-independência de Taiwan não tem escolha a não ser buscar a ajuda dos Estados Unidos, Japão ou até mesmo da Índia”, afirmou Wu Yaming, especialista em relações entre os dois lados do estreito, ao Global Times.

Wu referiu que os EUA e a China devem pôr termo ao crescente antagonismo sobre a questão de Taiwan, uma vez que “a ilha será reunificada mais cedo ou mais tarde, e isto não será influenciado por uma decisão dos EUA”.

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Na quarta-feira (6), a China exigiu que os Estados Unidos cessem as provocações e o sensacionalismo sobre a chamada militarização do Mar do Sul, depois de advertir que esses atos podem acarretar sérias consequências.

Hua Chunying, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, disse em coletiva de imprensa que seu país não se intimida com o deslocamento de bombardeiros e navios de guerra estadunidenses, pelo contrário, seguirá adiante com as medidas necessárias para defender sua soberania nacional com maior firmeza.

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A porta-voz criticou os Estados Unidos e exigiu uma explicação pelo envio na terça-feira de dois navios B-52 às proximidades do Mar do Sul da China em nome da liberdade de navegação.

"Devemos ficar sem aumentar a vigilância e fortalecer a capacidade de alerta e defensiva para confrontar quem frequentemente nos desafia com armas em nossa própria porta?" - questionou Hua.

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A porta-voz também ressaltou que nenhuma dessas ações impedirá que a China cuide da manutenção da paz e da estabilidade na região.

O deslocamento dos bombardeiros B-52 é o último na saga de incursões bélicas que os Estados Unidos realizam sem permissão em águas chinesas desde o início deste ano.

Na semana passada, a China anunciou que reforçará a capacidade defensiva das forças Aérea e Naval para se contrapor a esses movimentos, os quais considera prejudicial para a confiança entre os exércitos dos dois países e o bom ordenamento do espaço marítimo.

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