China critica Alemanha por permitir visita de militante separatista de Hong Kong
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying, expressou o desagrado da China com a permissão concedida pela Alemanha à visita de Joshua Wong, ativista de Hong Kong
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247 - A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying, expressou durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (11) o desagrado da China com a permissão concedida pela Alemanha à visita de Joshua Wong, ativista de Hong Kong.
Os jornalistas indagaram Hua relativamente à presença de Wong em território alemão, onde inclusive se encontrou com o ministro das Relações Exteriores do país, e se estes acontecimentos, que acontecem logo após uma visita de Estado de Angela Merkel à China, terão influência nas relações bilaterais.
A porta-voz declarou que a China está profundamente insatisfeita e se opõe à permissão concedida pela Alemanha à entrada de “separatistas e promotores de atividades anti-China no seu território”, bem como ao encontro protagonizado com o chefe da diplomacia alemã.
Hua reiterou que os assuntos de Hong Kong são do foro interno da China e apenas ao país dizem respeito. “Nenhum governo estrangeiro, organização ou indivíduo tem o direito de intervir. Quaisquer palavras, atos ou intrigas que visem o separatismo estão condenados ao fracasso. É também extremamente lamentável que a imprensa e políticos da Alemanha intervenham de forma desrespeitosa em questões internas de soberania chinesa”.
Durante a sua visita à China na semana passada a chanceler alemã Angela Merkel foi clara no seu apoio à política “um país, dois sistemas” e à oposição à violência, declarou Hua, que ficou perplexa pela permissão concedida a Joshua Wong para entrar no país europeu e contactar com o ministro das Relações Exteriores.
“Urgimos ao lado alemão para manter a sua promessa e evitar enviar falsos sinais às forças separatistas radicais em Hong Kong. Exortamos também o Sr.Maas, enquanto ministro das Relações Exteriores da Alemanha, a respeitar as normas básicas da lei internacional e das relações internacionais e a agir de modo construtivo para o desenvolvimento das relações sino-alemãs, em vez do contrário”, concluiu.
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