China convoca embaixador dos EUA para protestar contra espionagem
O governo chinês convocou o embaixador norte-americano em Pequim, Max Baucus, para manifestar “oposição solene” à decisão dos Estados Unidos de apresentar acusações contra cinco militares chineses por atos de ciberespionagem; o comunicado foi divulgado pelo vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Zheng Zeguang
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A acusação, “baseada em fatos fabricados, viola grosseiramente as normas básicas que regem as relações internacionais e coloca em risco a cooperação entre a China e os Estados Unidos e a mútua confiança”, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Qin Gang, no comunicado.
Pequim pediu a Washington para “corrigir imediatamente o erro e retirar a acusação”, informou o porta-voz, acrescentando que a “acusação norte-americana contra os chineses é infundada e absurda”.
Qin Gang disse ainda que a China vai suspender as atividades de um grupo de trabalho bilateral sobre matérias relacionadas à internet devido à “falta de sinceridade por parte dos Estados Unidos”.
A Justiça norte-americana acusou os cinco oficiais do Exército chinês de “pirataria informática” e “espionagem econômica”, anunciou o secretário de Estado norte-americano da Justiça, Eric Holder.
Os cinco oficiais - Wang Dong, Sun Kailiang, Wen Xinyu, Huang Zhenyu e Gu Chunhui -, são acusados de ter roubado, entre 2006 e 2014, informações comerciais confidenciais de empresas norte-americanas especializadas em energia nuclear ou solar e do setor metalúrgico. Segundo o Departamento de Justiça norte-americano, as informações confidenciais das companhias norte-americanas teriam sido utilizadas para beneficiar estatais chinesas.
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