China avisa que qualquer tentativa de suprimi-la "vai fracassar"

Yang Jiechi, diretor do Escritório do Comitê de Relações Exteriores do PCC, afirmou que ações dos EUA com o objetivo de "usar Taiwan para controlar a China" nunca terão sucesso

(Foto: Reinaldo)


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Agência RT - Yang Jiechi, membro do Politburo e diretor do Escritório do Comitê de Relações Exteriores do PCC, alertou que qualquer tentativa de reprimir Pequim está fadada ao fracasso. O alto funcionário se expressou nestes termos depois de se encontrar nesta segunda-feira em Roma (Itália) com o conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, Jake Sullivan.

Yang enfatizou que, apesar do fato de o atual governo dos EUA ter prometido respeitar o princípio de uma só China e não apoiar a independência de Taiwan, as ações de Washington "são obviamente inconsistentes com suas declarações", detalha a agência Xinhua.

Quaisquer tentativas de sancionar e apoiar as forças separatistas da "independência de Taiwan" e jogar "a carta de Taiwan" para "usar Taiwan para controlar a China" nunca terão sucesso, enfatizou.

Ao mesmo tempo, o alto funcionário do PCC enfatizou que as questões do Tibete, Hong Kong e região de Xinjiang representam "interesses fundamentais" de Pequim que são tratados como assuntos internos. "Qualquer tentativa de suprimir a China fracassará", diz o texto da publicação.

Sobre o futuro das relações bilaterais entre Pequim e Washington, Yang reiterou os três pilares formulados pelo presidente Xi Jinping: respeito mútuo, coexistência pacífica e cooperação mutuamente benéfica. Nesse sentido, sublinhou a necessidade de concretizar os recentes compromissos do presidente norte-americano, Joe Biden, como não pretender uma nova Guerra Fria ou não alterar o sistema chinês, entre outros.

"Na atual situação internacional, a China e os Estados Unidos devem aprimorar o diálogo e a cooperação, administrar adequadamente as diferenças e evitar conflitos e confrontos", enfatizou.

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Ucrânia na mesa

O atual conflito na Ucrânia foi um dos tópicos discutidos por Sullivan e Yang durante a reunião. Por sua vez, a China exortou a comunidade internacional a influenciar a situação "para que ela esfrie o mais rápido possível". Além disso, Yang assegurou que Pequim forneceu ajuda humanitária à Ucrânia e especificou que "continuará a fazer seus próprios esforços nesse sentido".

O alto funcionário defendeu a articulação de um mecanismo de segurança "equilibrado, eficaz e sustentável" na Europa que inclua o princípio da indivisibilidade da segurança para manter a paz no continente, bem como globalmente.

A reunião entre Sullivan e Yang ocorreu em meio a relatos da mídia sobre o suposto pedido da Rússia a Pequim para o empréstimo de equipamentos militares. Por sua vez, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, negou essas especulações.

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