China anuncia que não participará das negociações de controle de armas com EUA e Rússia
A China declarou através da porta-voz da sua chancelaria que não tem intenção de se juntar às chamadas negociações de controle de armas com EUA e Rússia e que essa posição é "clara e consistente"
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247 - Hua Chunying, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, respondeu em entrevista coletiva na quinta-feira passada (12) às declarações do enviado especial dos EUA para controle de armas, Marshall Billingslea, que pediu para a China "reconsiderar" sua decisão de não participar das negociações de controle de armas com os EUA e a Rússia.
"Como se sabe, a energia nuclear da China não tem a mesma ordem de magnitude que a dos Estados Unidos e da Rússia. Ainda não é o momento certo para a China participar das negociações de desarmamento nuclear", disse Hua, acrescentando que os proprietários dos maiores arsenais nucleares têm responsabilidades especiais e primárias no desarmamento nuclear, informa a Xinhua.
Ao considerar as circunstâncias atuais, os EUA devem responder positivamente ao pedido da Rússia de estender o Novo Tratado START e reduzir ainda mais drasticamente seu estoque de armas nucleares, criando condições para que outros países com armas nucleares se unam a negociações multilaterais de desarmamento nuclear, disse Hua.
"Não participar de negociações trilaterais não significa que a China estará ausente nos esforços globais de desarmamento nuclear", segundo a porta-voz, observando que a China vem ativamente pedindo à Conferência sobre o Desarmamento e ao mecanismo P5 medidas substanciais para reduzir os riscos de uma guerra nuclear e sustentar a estabilidade estratégica global.
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