China alerta para "medidas drásticas" se Taiwan buscar independência

A China fará de tudo para buscar uma reunificação pacífica com Taiwan, mas agirá se qualquer linha vermelha a respeito da independência for cruzada

Bandeiras da China e de Taiwan retratadas sob a sombra de aviões militares 
09/04/2021
REUTERS/Dado Ruvic
Bandeiras da China e de Taiwan retratadas sob a sombra de aviões militares 09/04/2021 REUTERS/Dado Ruvic (Foto: DADO RUVIC)


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PEQUIM (Reuters) - A China adotará "medidas drásticas" se Taiwan promover ações visando a independência, alertou uma autoridade chinesa nesta quarta-feira (29), acrescentando que as provocações taiwanesas e as interferências externas podem se intensificar no próximo ano.

A China reivindica Taiwan, que tem um governo democrático, como seu próprio território, tendo reforçado sua pressão militar e diplomática nos últimos dois anos para afirmar sua reivindicação de soberania, o que causa revolta na ilha e preocupações nos Estados Unidos.

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A China está disposta a fazer de tudo para buscar uma reunificação pacífica com Taiwan, mas agirá se qualquer linha vermelha a respeito da independência for cruzada, disse Ma Xiaoguang, porta-voz do Escritório de Assuntos de Taiwan, em um briefing à mídia.

"Se forças separatistas de Taiwan que buscam a independência provocarem, usarem força ou mesmo romperem qualquer linha vermelha, teremos que adotar medidas drásticas", disse Ma.

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Taiwan se tornou um fator central das relações tensionadas da China com os EUA, país que é o apoiador internacional e fornecedor de armas mais importantes da ilha apesar da inexistência de laços diplomáticos formais.

A China descreve a ilha com frequência como a questão mais delicada das relações com os EUA.

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Ma disse que uma provocação de forças pró-independência e uma "intervenção externa" podem se tornar "mais agudas e mais intensas" nos próximos meses.

"No ano que vem, a situação no Estreito de Taiwan se tornará mais complexa e grave", disse.

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O governo chinês enviou diversas missões aéreas ao Estreito de Taiwan nos últimos meses para pressionar Taiwan, que diz que não cederá a quaisquer ameaças.

Embora os EUA só reconheçam uma China, são obrigados por lei a proporcionar a Taiwan os meios de se defender e há tempos seguem a política de "ambiguidade estratégica" no tocante a uma eventual intervenção militar para proteger Taiwan no caso de um ataque chinês.

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O governo derrotado da República da China fugiu para Taiwan em 1949 depois de perder uma guerra civil para os comunistas, que estabeleceram a República Popular da China.

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