Chile vive dia de greve geral na 4ª semana de protestos contra políticas de Piñera
Protestos pedem melhoras dos direitos básicos, como educação, saúde e aposentadoria. Atos foram convocados por organizações sindicais, estudantis e sociais, depois de a população ter sofrido a repressão mais dramática de sua história
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247, com agências internacionais - Milhares de pessoas participam nesta terça-feira 12 de uma greve geral em diversas cidades do Chile, na quarta semana de protestos que pressionam o presidente Sebastián Piñera por melhora dos direitos básicos, como educação, saúde e o direito à aposentadoria.
A paralisação foi convocada pela plataforma Unidad Social, formada por organizações sindicais, estudantis e sociais. A marcha na capital do Chile começou na Praça Itália, que se tornou o epicentro da agitação popular e acabou no centro histórico da cidade, bem próximo ao Paláci.
Três semanas de protestos, que sofreram a maior repressão da história do Chile, já deixaram mais de 20 mortos e milhares de presos, além de grandes danos que já começam a se fazer sentir na economia do maior produtor mundial de cobre.
O aeroporto de Santiago informou seus passageiros que as vias de acesso estavam normais. O metrô de Santiago disse que funcionaria segundo o plano que vem ampliando paulatinamente desde os ataques que sofreu no início dos protestos, que deixaram várias estações com danos graves.
Já o trem que une as cidades litorâneas de Valparaíso e Viña del Mar não estava operando por não contar com os serviços mínimos necessários.
Apesar de o governo ter feito alguns acenos, como uma troca de ministros, medidas paliativas e a promessa de uma nova Constituição, os manifestantes não parecem satisfeitos e exigem reformas estruturais no modelo econômico do país.
O protesto teve início precisamente contra uma elevação nos preços do transporte, mas passou a incluir exigências de mais qualidade na saúde, educação e pensões, entre outras.
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