Chefe da OEA: “ofereço meu cargo em troca da liberdade na Venezuela”
O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, afirmou que renunciará quando houver liberdade na Venezuela; "Recebi uma proposta de negociação: minha renúncia em troca do retorno da Venezuela à OEA", disse Almagro em um vídeo; "Ofereço o meu cargo em troca da liberdade da Venezuela. Jamais renunciaremos até ter em nossas mãos a liberdade da Venezuela"; país vizinho vive uma crise política marcada por intensos protestos que já deixaram 75 mortos
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247 - O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, afirmou neste sábado (24) que renunciará quando houver liberdade na Venezuela, descartando afastar-se do cargo em troca do retorno do país à entidade continental.
"Recebi uma proposta de negociação: minha renúncia em troca do retorno da Venezuela à OEA", disse Almagro em um vídeo. "Ofereço o meu cargo em troca da liberdade da Venezuela. Jamais renunciaremos até ter em nossas mãos a liberdade da Venezuela", disse o diplomata uruguaio.
A Assembleia Geral da OEA, reunida esta semana no balneário de Cancún, no México, não chegou a um consenso para emitir uma declaração sobre a situação do país, que vive uma crise política marcada por intensos protestos que já deixaram 75 mortos.
Entre as condições para renunciar, o dirigente citou o julgamento dos "assassinos de cada um dos manifestantes, assim como a sua cadeia de comando".
Almagro disse que "o silêncio permitiu a ascensão de Hitler e o genocídio em Ruanda", embora tenha assinalado que "na OEA não há silêncio cúmplice".
O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, disse na quinta-feira (22), que Almagro "deveria renunciar à OEA e permitir que os países se ocupem de recuperar e reorganizar a OEA (...). Seria a única forma em que eu pensaria em um retorno". Um dia após o fim da Assembleia, Maduro disse que a Venezuela "nunca mais" retornará à OEA e antecipou que não reconhecerá qualquer decisão futura do bloco.
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