Chefe da NSA: imprensa "dramatizou" espionagem
“O que foi destacado, na maior parte das mídias, foi que nós ouvimos conversas e lemos e-mails. Não é verdade. O nosso trabalho é defender o país, é uma missão nobre”, disse o general Keith Alexander, que chefia a NSA, agência acusada por Edward Snowden de monitorar comunicações da presidente Dilma e da Petrobras
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Da Agência Lusa
Washington – O diretor da Agência Nacional de Segurança (NSA) dos Estados Unidos disse hoje (25) que as revelações sobre os programas de vigilância de comunicações foram “dramatizadas e exacerbadas” pela imprensa.
“O que foi destacado, na maior parte das mídias, foi que nós ouvimos conversas e lemos e-mails. Não é verdade. O nosso trabalho é defender o país, é uma missão nobre”, disse o general Keith Alexander, na Billington Cybersecurity Summit, uma conferência em Washington sobre segurança na informática.
“O futuro deste país depende da capacidade de nos defendermos de ataques informáticos e ataques terroristas e precisamos de instrumentos para o fazer”, explicou.
O general enfatizou que houve poucos ataques terroristas desde o 11 de setembro de 2001, apesar do aumento das ameaças no mundo, e que isso não foi por acaso, mas o resultado de muito trabalho.
Os programas norte-americanos de vigilância de comunicações, telefônicas e eletrônicas foram revelados em junho pelo ex-funcionário da NSA Edward Snowden e criticados por governos como o do Brasil e da Alemanha, alvo de escutas da NSA.
Na conferência, Keith Alexander referiu-se a Snowden sem o nomear, afirmando: “Confiamos nele e ele traiu a nossa confiança. [Isso] Não volta a acontecer. Isso não faz dele um herói”.
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